2 de outubro de 2013

ESCRITORIO DE CRISE


Gert Roland Fischer (*)
                Quando um acidente alarmante ocorre em uma cidade ou região, instala-se imediatamente o Escritório de Crise, que passa a centralizar todas as operações de minimização de impactos.
                A autoridade máxima no município brasileiro é o Prefeito. Cabe a ele tomar a iniciativa chamando a si a convocação imediata de autoridades e indicando o local da força tarefa que operará 24 horas durante dias e semanas.
                Devem ser convocados os engenheiros da defesa civil local, regional e estadual dependendo da gravidade e extensão de cada caso. Devem constar da relação os chefes dos corpos de bombeiros; agencias licenciadoras de obras e de meio ambiente; as policias civil e militar; relacionar os equipamentos especiais de controle e monitoramento permanente  como tratores, escavadeiras, tratores, caminhões tanque, caçamba,  helicópteros. Para poupar vidas e intoxicações por gases perigosos, os EPIs – Equipamentos de Proteção Individual especiais deverão estar a disposição dos operadores. Alternativamente devem fazer plantão permanente o presidente da câmara de vereadores, secretários de segurança, ambiente, saúde, defesa civil, Ministério Publico e um Juiz. Além desses IBAMA, FATMA, policias rodoviárias, Secretaria de segurança, Defesa civil estadual, policia federal, consultores específicos. Para evitar boatos, distorções má informação um coordenador para se relacionar com a imprensa obrigatoriamente será indicado pelo Executivo.
                Para evitar que os mesmos trabalhos, pesquisas, coletas de material e provas, sejam realizados em duplicata, triplicata, é importante que o escritório de crise coordene todos os levantamentos para que não haja desperdício de dinheiro publico e se realizem coordenadamente esses levantamentos, pericias, ação de controle, equipamentos especiais, produtos especiais de controle, tudo visando a minimização dos impactos: sanitários, econômicos e ambientais.
                Um corpo técnico de consultores especializados no tipo de acidente deverá ser imediatamente convocado independente sejam de organismos oficiais, ou da iniciativa privada.
                O que acontecerá com os resíduos do “rescaldo”?  Tem-se conhecimento que ações que deverão ter um encaminhamento técnico, ambiental e econômico  podem ser  tratados de forma equivocada e artesanal.  
Quais os programas de controles do sinistro foram debatidos e aprovado pelo  grupo de consultores do Escritório de Crise? Quantos estariam ligados virtualmente buscando informações e tecnologias mais adequadas para debelar o problema em curso?
                No caso de acidentes com grandes reações termoquímicas - dependendo dos vapores e gases gerados e dispersados de forma densa na atmosfera respirável,  quantas alternativas de controle foram apresentadas e aprovadas? Dependendo do produto debelante, que resíduos sólidos e líquidos seriam gerados no ambiente natural? Que impactos sócio-ambientais e econômicos essas atitudes tomadas causarão danos muitas vezes maiores que os causados com o acidente inicial?
                Espera-se que o grande esforço realizado na debelação da fonte da reação química em SFS, tenha despertado em todos os envolvidos tenha servido de escola pratica, para prestar mais atenção e cuidados no futuro.
                Os processos judiciais que estão sendo armados, também deverão apresentar resultados conclusivos para que se possa tomar novas medidas com atitudes e compromissos inovadores.


(*) Eng. agrônomo e auditor ambiental para produtos perigosos.

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