10 de março de 2013

O PAPEL DO MST NA "AFRICANIZAÇÃO DO BRASIL

PAPEL DO MST NA "AFRICANIZAÇÃO DO BRASIL


No século passado, nosso continente sofreu um período de contínua desestabilização por meio de guerras civis, golpes de Estado, invasões e outros processos violentos. Esta foi a forma pela qual o Império Britânico dominou a Ibero-América, com a ciência política de Thomas Hobbes, segundo a qual os poderes coloniais só podem sobreviver quando as nações subjugadas, ou em vias de sê-lo, são submetidas à permanente instabilidade. Hoje, como no século passado, os interesses britânicos regressaram para cá e não poderiam se comportar de maneira diferente.
O ataque britânico está em marcha em todas as frentes: está-se apoderando de bancos e minas, estatais estratégicas, redesenhando as fronteiras nacionais e mobilizando as hordas jacobinas de narcoterroristas, para destruir todos os aspectos da vida institucional nacional da região.
No Brasil, ao mesmo tempo em que interesses do Império Britânico se apodera da economia do país, entidades a seu serviço controlam o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o melhor instrumento com que contam para desmembrar o País. O reconhecimento feito pelo líder do MST, Gilmar Mauro, de que sua organização está promovendo uma "guerra civil de baixa intensidade" em vários pontos do País, revela o propósito de encetar uma nova fase de ações ofensivas, como foi determinado no IV Encontro Nacional do MST, realizado em Brasília, em janeiro de 1.999.
Essa nova ofensiva do MST não é uma decisão soberana na cúpula dirigente local, mas o cumprimento das ordens de marcha recebidas de seus controladores externos, processo similar ao desfechado, a partir do início do mesmo ano, pelo seu congênere mexicano Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN). A semelhança entre os dois movimentos os torna clones quase perfeitos, criados no laboratório de "engenharia social" da decrépita Monarquia britânica, cujo objetivo maior é o desmembramento dos Estados nacionais soberanos.
A guerra irregular, como forma de ação, foi importada pelo próprio Gilmar Mauro do EXLN mexicano, a partir do encontro de La Trinidad, promovido pelos "zapatistas" em 1996, no qual ele foi delegado oficial por meio de canais organizados dentro do Foro de São Paulo, do qual ambos são membros. Entretanto, a coordenação mais importante é feita por intermédio de organismos e representantes pessoais do Establishment anglo-americano-francês. Um deles é a viúva do falecido presidente francês François Mitterrand, Danielle Mitterand. Estes círculos oligárquicos têm uma idéia fixa a respeito de suas iniciativas colonialistas quanto às nações em desenvolvimento: a destruição dos Estados nacionais soberanos e a criação de "enclaves étnicos", dentro do esquema geral de formação de um "governo mundial" oligárquico, o qual mobiliza uma vasta rede de organizaçõeso não-governamentais (ONGs). O esquema foi proposto para a criação de um "Curdistão" ao Norte do Iraque, ao final da Guerra do Golfo, em 1.991, e repetido para o Brasil, quando o casal Mitterrand se uniu ao movimento internacional a favor da criação da reserva indígena ianomâmi. Em dezembro de 1.997, Danielele Mittrerrand visitou a localidade de Chenallo, em Chiapas, zona dominada pelo EZLN, que considerou "similar ao Curdistão". Antes de viajar a Chiapas, ela passou pelo Brasil, onde se reuniu com seus amigos habituais, o ideólogo do MST Frei Betto e os líderes da organização.
Embora o MST tenha intensificado suas ações por todo o País, está claro que sua liderança selecionou algumas regiões estratégicas para tentar criar enclaves ou zonas liberadas. O próprio Gilmar Mauro, após voltar do México, afirmou que seu sonho era criar uma "república" do MST no Pontal do Paranapanema. Ao mesmo tempo, a revista IstoÉ revelou que fontes ligadas aos serviços de inteligência militar do Brasil apontavam a região do Sul do Pará como uma provável "zona livre", selecionada pela cúpula do MST. As áreas selecionadas eram:
1. Rio Grande do Sul, onde o resultado seria uma queda de produção agrícola drástica numa das regiões mais produtivas do Pais. com os conflitos no campo já provocados pelo MST, o valor da terra caiu cerca de 60% no Estado. Ademais, isto levaria o conflito à zona de fronteira, que historicamente serviu do Império Britânico para traçar sua geopolítica de controle do Rio da Prata. É evidente que a estratégia do MST é transformar a crescente massa de miseráveis que a política neoliberal do presidente Fernando Henrique Cardoso está criando em "refugiados econômicos", que facilmente podem desestabilizar toda a zona de fronteira.
2. O Pontal de Paranapanema, onde a investida englobaria parte dos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, área onde é gerada a metade da energia elétrica do País, que possui uma densa rede de distribuição de eletricidade e abrange a hidrovia Tietê-Paraná.
3. O Estado do Pará, especificamente a região compreendida por um raio de 200 km em torno do complexo mineiro de Carajás - escolhida como um dos focos insurrecionais por possuir certas características "africanas", como riquezas minerais, florestas e uma população paupérrima, facilmente manipulável devido à sua marginalização do processo civilizatório, criado sob a matriz cultural cristã ocidental. Isto é o que admite um dos líderes do MST na região, o bispo Dom Pedro Casaldáliga, uma das conexões do movimento com o EZLN mexicano, pela sua íntima colaboração com o bispo Dom Samuel Ruiz, o verdadeiro comandante do "zapatismo" mexicano."
O CONTROLE BRITÂNICO DO MST
Praticamente, desde a fundação oficial do MST, a monarquia britânica tem presenteado o movimento com ajuda financeira, ao mesmo tempo em que se converteu, por meio de várias de suas fundações, na principal patrocinadora da imagem internacional do movimento fornecendo-lhe um disfarce de genuíno movimento em prol da justiça social. A relação do MST com a casa de Windsor se realiza principalmente por intermédio de dois canais, o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e o Departamento do Desenvolvimento para o Gabinete Internacional (DFID), o antigo Colonial, que centralizou o apoio britânico aos líderes responsáveis pelo genocídio em curso na África Central.
O MST foi oficialmente fundado em 1.984, pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). Esta, por sua vez, deve sua criação a outra entidade que nasceu no Brasil nos anos 70, graças ao apoio que recebeu do CMI, a Comissão da Justiça e Paz, controlada pelo agora ex-arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. Atualmente, as principais figuras da CPT se converteram de fato nos verdadeiros comandantes do MST, como os bispos Tomás Balduino e Pedro Casaldáliga. A CPT foi fundada em Goiânia, em abril de 1.975; atualmente faz parte da organização Pax Christi, sediada na Bélgica, uma ONG com ativo trabalho na Colômbia, onde intermediou vários seqüestros perpetrados pela narcoguerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
Segundo o jornal Gazeta Mercantil de 21 de outubro de 1997, um representante do MST, Delwek Matheus, foi recebido em Londres por ninguém menos que o recém-nomeado vice-ministro britânico de Desenvolvimento Internacional, George Fowles.
Durante o governo John Major, o DFID era dirigido por lady Lynda Chalker, que coordenou pessoalmente o apoio oficial britânico aos genocidas da África Central, Laurent Kabila, do ex-Zaire (atual República Democrática do Congo), Yoweri Museveni, de Uganda e Paul Kagame, de Ruanda. No atual Governo inglês, encabeçado por Tony Blair, esta política não foi alterada.
Em agosto de 1.997, Diolinda Alves de Souza, alta dirigente do MST, viajou à Europa para evitar a prisão de seu marido José Rainha - considerado o líder militar maoísta do movimento e, à época, seu coordenador na crítica região do Pontal - , que fora condenado a 26 anos de prisão por sua suposta participação em dois assassinatos cometidos por sem-terras em Pedro Canário (ES). Sua viagem foi patrocinada pela Christian Aid (CA), organização filantrópica oficial das 40 igrejas da Inglaterra e Irlanda, encabeçada pela Igreja Anglicana e cujo chefe superior é a própria rainha Elizabeth II. A CA integra a estrutura do CMI e, igualmente, a rede do "Império Invisível" britânico, pois tem assento na Crown Agens Foudation (Fundação dos Agentes da Coroa), entidade recém-privatizada, que trabalha em coordenação com o DFID. A CA tem financiado o MST desde 1986 e não lhe tem negado apoio político em momentos cruciais. Em abril de 1996, após o sangrento confronto com a Polícia MIlitar provocado pelo MST em Eldorado de Carajás (PA), o diretor do Projeto Brasil da CA, Domingos Armani, não perdeu tempo em jogar lenha na fogueira, afirmando publicamente: "O massacre é o resultado direto da falta de reforma agrária".
Além da CA, a viagem de Diolinda teve patrocínio de várias ONGs, como os Amigos da Terra e a Oxfam, que tiveram importante participação na mobilização internacional que impôs ao Brasil a criação da reserva indígena ianomâmi. Na realidade, esta foi a "madrinha" do casamento do MST com o EZLN, consagrado durante o encontro de La Trinidad, em junho de 1.996.
Além da antiga relação com a CA, o MST desenvolve laços com outras organizações similares:
. em 1991, a Right Livelihood Foundation (RSF) outorgou o seu prêmio anual Right Livelihood Award ao padre Ricardo Rezende, da Comissão Pastoral da tErra (CPT); a RLF patrocinou as pesquisas do líder do MST, João Pedro Stédile, para seu livro A luta pela terra no Brasil, escrito a quaro mãos com frei Sérgio Görgen, um dos líderes do movimento no Rio Grande do sul;
.em 1992, a Anti-Slavery International (ASI - Internacional Anti-Escravidão) outorgou ao padre Rezende sua medalha anual. A ASI foi criada em 1787 por famílias oligarcas da Inglaterra como os Wilberforce e os Buxton. O atual lorde Buxton é um dos vice-presidentes do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), do príncipe Philip;
. em fevereiro de 1.997, o MST recebeu o Prêmio Internacional Rei Balduino, outorgado pela casa real da Bélgica. Em 1989, o prêmio foi conferido ao falecido pedagogo Paulo Freire, que foi um dos principais ideólogos do MST.

MÁFIA VERDE - 3ª EDIÇÃO - 2001 - PÁG. 217.

Pedidos
telefaxes 21) 532 4086 ou 51 331 6164 (pertinho,não?)
R. México, 31 - s 202 - Rio de Janeiro-RJ CEP 20031 144.
Foi escrito por uma equipe de investigadores da revista Executive Intelligence Review (EIR).

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