9 de dezembro de 2012

RODOVIA RÉGIS BITTENCOURT - IBAMA PROÍBE DUPLICAÇÃO EM 19 KM. BURRICE OU IDIOTICE?


INVERSÃO DE VALORES? FALTA DE BOM SENSO?

Quase 20 anos de polêmicas ambientais envolvendo a duplicação da Régis Bittencourt (BR-116) na Serra do Cafezal (Registro/SP) que liga o Brasil ao Sul e Mercosul.

O trecho não duplicado (19 kms) do 344 ao 363, não obteve a licença do IBAMA.
Será que é motivo de comemoração?
As pessoas não tem alternativa, pois esta é a única ligação entre o leste do sudeste e o sul/mercosul. O movimento neste trecho é enorme.
"Quem de nós não tem uma história triste para contar sobre esta estrada. Era preciso que a BR-116 deixasse de ser a ESTRADA DA MORTE", disse uma vez a prefeita de Registro...
Esta demora é inaceitável, pois muitos seres humanos foram mortos, e serão mortos, em acidentes causados pela falta da duplicação.
QUANTOS SERES HUMANOS AINDA SERÃO EXTERMINADOS NO TRECHO NÃO APROVADO?
Um dos lados, ou ambos, está agindo de forma irresponsável e causando a morte de seres humanos. Não consigo entender como podem comemorar.
Pelo que entendi, a divergência é porque a “Imigrantes aplicou para o trecho de Serra 100% de obras de arte, preservando todo o bioma de Mata Atlântica e da Serra do Mar”, enquanto a “Régis Bittencourt está propondo investir +-50 % em tuneis e viadutos, sendo o restante da obra de duplicação em cortes e aterros”
Se eu estiver errado me corrijam, mas vou fazer alguns comentários, limitados ao meu pouco conhecimento do projeto, mas amparados pelo bom senso comum e a vontade de fazer algo que funcione.
A Imigrantes foi uma estrada completamente nova onde as duas pistas foram construídas numa área que era totalmente preservada.
A Régis Bittencourt não é uma estrada nova, pois já existe uma pista feita com cortes e aterros, portanto o impacto ambiental já existe.
Me parece que o pior impacto ambiental não é a área fisicamente ocupada pela pista (que é muito pequeno quando comparado ao tamanho da área preservada) e sim o fato de que impede a passagem da fauna entre os dois lados da pista já existente. Além disto os congestionamentos aumentam em muito a poluição, pois com o trânsito livre a poluição seria muito menor.
Me parece que de nada vai adiantar fazer uma pista nova com 19 kms de túneis e viadutos e deixar a pista antiga como está, impedindo a passagem da fauna.
Me parece que preservar +-50% da nova pista por meio de tuneis e viadutos já é algo razoável. Se fossemos preservar 100% de tudo, então nós todos teríamos que deixar de existir, pois cada um de nós para continuar vivendo está causando impactos ambientais, pois tudo, absolutamente tudo, que consumimos para nos manter vivos vem da natureza.
Me parece que seria muito mais efetivo preservar +- 50% na nova pista e fazer com que a pista já existente seja demolida em alguns pontos, passando a ser por meio de alguns dos novos tuneis e viadutos, de forma a abrir corredores para a passagem da fauna.
Espero que prevaleça o bom senso e que, além de preservar a natureza, passemos também a preservar os seres humanos.

Vinícius Nardi, 
por uma Preservação Justa, Sustentável e Eficaz

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