13 de dezembro de 2012

FINALMENTE ! CAIU A FICHA.


Resolução abre caminho para que consumidores gerem sua própria energia

Quem quiser instalar micro ou minigeradores em sua casa ou empresa terá direito a um abatimento na conta de luz de acordo com a sua produção. Sobras de energia serão injetadas no sistema de distribuição. Depois que o consumidor fizer o pedido para conectar seu gerador à rede, as distribuidoras terão até 82 dias para finalizar os procedimentos necessários.

A partir de segunda-feira (17/12) começa a valer a Resolução 482/2012 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que regulamenta a geração de energia por consumidores. Qualquer pessoa ou empresa que quiser instalar micro (até 100 KW) ou minigeradores (entre 100 KW até 1 MW) terá direito a um abatimento na conta de luz de acordo com a sua produção. Sobras de energia serão injetadas diretamente no sistema de distribuição.

A norma define os trâmites que as distribuidoras deverão adotar nesses casos e é válida para energia solar, eólica, hídrica e de biomassa. Depois que o consumidor fizer o pedido para conectar seu gerador à rede, as distribuidoras terão até 82 dias para finalizar os procedimentos necessários.

A resolução foi aprovada em abril, mas estava suspensa e sujeita a consulta pública por um pedido das distribuidoras, que tinham dúvidas sobre sua aplicação e queriam mudanças na redação e mais tempo para se adaptar. Na tarde de ontem, a diretoria da Aneel bateu o martelo, depois de fazer mudanças no texto relacionadas à forma de cobrar impostos no sistema de compensação entre distribuidoras e consumidores. A nova redação deve ser publicada no Diário Oficial ainda nesta semana.

Ficaram de fora do texto incentivos para a instalação dos medidores e geradores, cujos custos ficarão por conta dos consumidores. Apesar disso, a medida está sendo comemorada por organizações que lutam pela ampliação das fontes limpas na matriz energética brasileira.

“É um pequeno passo, mas para o Brasil é totalmente inédito. Nunca tivemos uma lei para energia solar”, avalia Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace.

De acordo com ele, para que a geração descentralizada ganhe escala são necessários incentivos para o consumidor final de painéis solares e a instalação de fabricantes no País. Enquanto isso, Baitelo reconhece que a demanda deve limitar-se a empresas e consumidores domésticos de alta renda.

O integrante do Greenpeace só lamenta que uma alteração do texto original da resolução tenha proibido que os moradores de um condomínio, por exemplo, compartilhassem um mesmo gerador, o que reduziria custos. Representantes do fisco estadual consideraram que isso complicaria a cobrança de impostos.

Geração descentralizada

Em países como a Alemanha, a geração descentralizada existe há vários anos e vem ganhando escala. Lá, os consumidores não apenas podem ter abatimentos na conta de luz, como têm incentivos para instalação de geradores e medidores e podem receber pelas sobras de energia produzida.

Segundo o MME (Ministério de Minas e Energia), 15% dos domicílios brasileiros já dispõem de energia solar. O potencial solar brasileiro é muito grande. O Brasil tem uma média anual de radiação global de 1.642 e 2.300 kWh/m²/ano. Se apenas 2% da área urbanizada brasileira fosse aproveitada, toda a demanda brasileira por eletricidade poderia ser atendida.

De acordo com a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a energia solar já é competitiva em diversas regiões do País em função da incidência de sol e da tarifa de energia local. Com a tendência de queda no custo de geração, o sistema pode atingir até 98% das moradias no país no futuro, desde que sejam concedidos incentivos.

Além de significar redução da tarifa no bolso do consumidor, a geração descentralizada representa uma revolução em relação à geração centralizada tradicional. Ela tem potencial de reduzir perdas nas redes – atualmente entre 10% e 12% – e economiza investimentos em transmissão, que devem chegar a R$ 36 bilhões nos próximos dez anos. O sistema também pode melhorar a qualidade do serviço de energia e contribui para tornar mais limpa e diversificada a matriz energética.

Com informações do Greenpeace.

Um comentário:


  1. O MINISTERIO DA ENERGIA VEM MOSTRANDO INCOPETENCIA PARA ATUALIZAR A DEMANDA CRESCENTE DE ENERGIA ELETRICA NO BRASIL.
    AS MUNDANÇAS CLIMATICAS ESTÃO MOSTRANDO AOS INCREDULOS QUE JA ESTA CAUSANDO GIGANTESCOS PREJUIZOS A HUMANIDADE QUE NÃO REDUZ A POLUIÇÃO.
    A PRODUÇÃO DE ENERGIA TERMO ELETRICA ESTA A PLENO VAPOR NO BRASIL. AS REPRESAS ESTÃO VAZIAS COMO NUNCA ESTIVERAM. A ENERGIA VAI SUBIR ASSUSTADORAMENTE. A ANEL ENGROSSOU COM O SETOR PRODUTIVO CRIANDO UMA TARIFA GIGANTE ENTRE 17 E 22 HORAS QUE É DE SEIS (6) VEZES O PREÇO DA TARIFA NORMAL. ESSA DECISÃO DITATORIAL QUE TIRA A COMPETITIVIDADE DA INDUSTRIA BRASILEIRA TAMBEM POR ESSE VIÉS FEZ COM QUE MUITOS CONSUMIDORES INDUSTRIAIS OPTASSEM POR PRODUZIR A PROPRIA ENERGIA ELETRICA PELA INSTALAÇÃO DE GERADORES TERMICOS TOCADOS A DIESEL (CARISSIMO TAMBEM) ESSA ENERGIA PRODUZIDA PARTICULARMENTE NAS INDUSTRRIAS, SHOPPINGS, HOSPITAIS, CONDOMINIOS, É TODAVIA MUITO MAIS BARATA QUE A TARIFA DOS HORARIOS DOS BANHOS DE CHUVEIROS DOS BRASILEIRINHOS.CAIU A FICHA E AGORA CONCORDARAM O QUE OS PRODUTORES DE ENERGIA ELETRICA PRIVADOS ESTAVAM PEDINDO HA MUITOS ANOS, VAI ACONTECER. MAS NÃO FIQUEM MUITO OTIMISTAS NÃO. ALGUMA RASTEIRA AINDA VIRÁ DA PETRALHADA QUE ESTA DE TOCAI. VAMOS AGUARDAR OS ACONTECIMENTOS.

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