23 de novembro de 2012

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O NIÓBIO BRASILEIRO


De: MANOEL SORIANO NETO Enviada em: quarta-feira, 14 de novembro de 2012
21:00
Assunto: FW: NIÓBIO


*   eis algumas sintéticas informações acerca do NIÓBIO.
   1) O nióbio é um mineral oriundo da divisão de outro minério, o tântalo. No século XIX, um químico inglês dividiu o tântalo e deu o nome de "colúmbio" à descoberta. Posteriormente, um químico alemão tornou a dividiro tântalo e achou diferenças em relação ao colúmbio (que era o nióbio primitivo) e chamou o produto de "Niobe", em homenagem à filha do rei Tântalo, da mitologia grega: surgia, assim, o nióbio, como o conhecemos hoje. Os seus sub-produtos são a columbita ou niobita e o pirocloro.
   2) Ele é estratégico, raríssimo e imprescindível para as indústrias aeronáutica, aeroespacial, siderúrgica, cibernética, nuclear, etc, etc. É fundamental para a construção de mísseis, foguetes, motores de avião a jato, revestimentos de cosmonaves -  ou naves espaciais (pois é resistente a altíssimas temperaturas) -, material cirúrgico, etc, etc.
   3) Onde existe nióbio? No Brasil (98% das reservas mundiais!!), no Canadá, na Nigéria e na Austrália, nesta ordem. Os EEUU também possuem irrisórias quantidades do minério.
   4) E no Brasil, onde se encontram as minas? Em Araxá (MG), responsável por 95% da produção nacional; em Catalão e Ouvidor, cidades do estado de Goiás; em Presidente Figueiredo (AM) - aí apenas a exploração da columbita; e, em jazimento, nas reservas indígenas Ianomami e Raposa Serra do Sol e, principalmente, na "Cabeça do Cachorro", em São Gabriel da Cachoeira, na Região dos Seis Lagos, onde existe a maior mina de nióbio do planeta.
   5) Em Araxá, o nióbio é explorado pela CMM - Companhia Mineira de Mineração, uma Companhia estatal, e pela CBMM - Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração. A CBMM é formada por uma parceria entre o Grupo Moreira Salles e a Molybdenium Corporation, uma multinacional norte-americana ligada aos grupos petrolíferos dos EEUU. A CBMM também possui uma fábrica de pirocloro em Araxá.
   Em Catalão e Ouvidor, no estado de Goiás, o nióbio é explorado por uma transnacional anglo-americana, com sede na África do Sul, a Anglo-American of South Africa.                                            A columbita da mina de  Pitinga, em Presidente Figueiredo (AM), é de exploração do Grupo Paranapanema, totalmente nacional.
   6) A rubrica brasileira "nióbio" apresenta quatro grandes problemas:
       a) o preço do mineral, que é ditado pela Bolsa de Metais de Londres (o que nos traz enormes prejuízos), sendo certo que somos o maior (quase o único) produtor/exportador do produto. O Almirante Gama e Silva preconiza a criação de uma "OPEN", ou seja, "Organização de Países Exportadores de Nióbio", para estabelecer os preços do minério, a exemplo da OPEP que é quem fixa o preço do petróleo.
      b) o sub-faturamento das exportações; a liga ferro-nióbio retirada do garimpo possui um preço, que, ao depois, quando beneficiada, é vendida no exterior por valor exorbitante, também nos causando sesquipedal prejuízo.
    c) o descaminho do nióbio; isso se faz de forma oficial: a quantidade declarada de nióbio contida na liga ferro/nióbio é bem inferior à que realmente é exportada, beneficiando corruptos, fato já denunciado às autoridades; também o descaminho é clandestino, a partir do conluio de índios, ONGs e pessoal da FUNAI, na reserva Raposa Serra do Sol, que desviam sorrateiramente o nióbio, lá em jazimento, para a Guiana, de onde é exportado para a China, EEUU, União Europeia e Japão.
   d) a privatização da mina de São Gabriel da Cachoeira. A CPRM - Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, encarregada dessa tarefa, pelo MME - Ministério das Minas e Energia, já deu um primeiro lance (baixíssimo - uma bagatela) para o leilão que ainda não prosperou porquanto a mina está em terras indígenas e o Congresso ainda não regulamentou a mineração nas ditas terras. A CBMM, de Araxá, já está "de olho gordo" no leilão. Diga-se que não há necessidade disso, eis que a produção de Araxá supre com grande sobra a demanda mundial e poderá suprí-la, segundo os entendidos, por ainda 270 (!) anos... O mencionado Almirante Roberto Gama e Silva, o maior estudioso do problema, sugere que o Brasil crie uma "Reserva Nacional de Nióbio", a fim de preservarmos para os brasileiros, tão somente, o
incomensurável tesouro daquela mina.

   Eis aí, caro amigo, uma apertada síntese sobre as suas dúvidas. Não sou especialista no assunto, mas andei pesquisando e foi o que achei de mais relevante a respeito do tema.
   O mais amigo dos abraços do Soriano.


Um comentário:

  1. Segurança nuclear & Inspeções em Instalações Mínero-Industriais no Brasil. #Niobio - http://www.cnen.gov.br/lapoc/tecnica/inspmind.asp …


    O LADO MALDITO DA MINERAÇÃO DO NIÓBIO - A MAIOR MINA DE NIÓBIO DO PLANETA – ARAXÁ http://www.raizdavida.com.br/site/portugues/o-lado-maldito-da-mineracao-do-niobio/ …

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