10 de maio de 2012

FOSSA E FILTRO – palavras impróprias na construção civil


FOSSA E FILTRO – palavras impróprias na construção civil
Eng. Agr. Gert Roland Fischer – Supervisor ambiental na construção civil.(*)
Diante das péssimas e  duvidosa técnicas e da qualidade da instalação de fossas e filtros nos sistemas sanitário prediais;  diante dos resultados não-conformizados que são mostradas nos laudos laboratoriais dos efluentes dessas instalações “enterradas” na ausência de engenheiros;  diante da resolução CONAMA n° 430 de 13.05.2011, um novo conceito e parâmetros deverão ser aplicados na construção civil. 
Até os anos 80, antes de concretar o piso onde se localizavam as tubulação e equipamentos de tratamento sanitário, fazia-se necessária a presença de fiscais sanitários que aprovavam ou não o sistema preparado. Com o passar dos anos aumento da audácia, do desrespeito, da impunidade, da corrupção, o relaxamento trouxe um desastre ambiental contaminando seriamente solo e recursos hídricos. 
Com as novas leis, a presença de novos profissões – engenheiros  ambientais, sanitaristas, geólogos, geógrafos, agrônomos, biólogos, mudaram-se os parâmetros que se tornaram mais exigentes e mais restritivos.
Novos processos de tratamento sanitário estão disponíveis. Os antigos e gigantescos sistemas de tratamento  biológico que sempre exigiram grandes lagoas de floculação, sedimentação e polimento final, exigem grandes investimentos em áreas e equipamentos de movimentação das soluções orgânicas para tratar.
Entre novas tecnologias a disposição da construção civil, um vem chamando  a atenção da engenharia sanitária. São as estações compactas de tratamento de efluentes sanitários monitoradas a distância. Num conjunto residencial de 100 apartamentos, instala-se uma compacta unidade automática que ocupará o espaço equivalente a uma garagem. O container apoiado no piso é conectado a tubulação de saída dos esgotos sanitários e a outra tubulação que lança a água tratada na rede pluvial. Os resíduos sólidos resultantes do processo de eletrofloculação de fezes, urina, papel higiênico, etc. geram Nitrogênio, Hidrogênio e oxigênio. Menos de 5% do  esgotamento sanitário é mineralizado. O resíduo pastoso resultante pode ser utilizado como fertilizante na  jardinagem e na silvicultura.
            Os investimentos se comparados com sistemas tradicionais de baixo  rendimento, em muitos  casos passam a ser  atraentes. A escolha será agora do engenheiro e do arquiteto em modernizar também os serviços ambientais oferecidos nas maquetes de venda.

(*) CREA-SC 001288-4 e CONFEA 250.137589-0 – Auditor ambiental n. 1167E-IEMA-EARA-1999-UKaHÁ


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