28 de abril de 2012

Requalificação da Alameda Brustlein estimulará o convívio e a educação patrimonial


Requalificação da Alameda Brustlein estimulará o convívio e a educação patrimonial


Obras de drenagem começam nesta terça-feira (6/3)

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Gabriel Nunes
06/03/2012
Estimular a convivência urbana, fortalecer o turismo e preservar a história e o simbolismo do local, esses são os objetivo fundamentais do projeto de requalificação urbana da Rua das Palmeiras. Considerado um dos principais pontos turísticos de Joinville, a Alameda Brustlein integra o centro histórico da cidade, que abrange também o Museu Nacional de Imigração e Colonização. O projeto elaborado pela equipe técnica da Coordenação de Patrimônio Cultural, da Fundação Cultural de Joinville, contempla uma ação conjunta entre a Prefeitura e as secretarias: Ippuj, Conurb, Fundação Turística, Secretaria Regional do Centro, Seinfra, Secretaria de Assistência Social e Fundação Cultural.
A proposta de requalificação do local quer trazer mais segurança, estímulo ao comércio local, acesso e convivência da comunidade neste espaço público. Ao longo dos anos, o símbolo da cidade se transformou em ponto para usuários de drogas, sofrendo com a depredação dos bens tombadas localizados na região e com a insegurança. O pedido de melhorias no local foi amplamente discutido pela comunidade e, agora se faz atendido por meio deste projeto.
O projeto foi aprovado pelo Conselho da Cidade e pela Comissão do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Natural do Município de Joinville (Comphaan), comissão a qual paritária representada por secretarias e fundações do setor público e instituições privadas da sociedade civil. Em fevereiro deste ano, o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) autorizou a execução do projeto da Rua das Palmeiras. Os recursos destinados a esse projeto serão investidos pela Prefeitura, contando com as equipes de trabalho das secretarias envolvidas na ação. As obras na Rua das Palmeiras iniciam nesta terça-feira (06/03).
Na manhã desta segunda-feira (5/3) o projeto foi apresentado para imprensa. Pensada pelo Ippuj desde 2002 e retomada nesta gestão pelo arquiteto Raul Walter da Luz, a requalificação da Alameda Brüstlein, possibilitará a utilização do local também como espaço de desenvolvimento cultural e de convivência. Citando o lema da revolução francesa, “Liberté, égalité, fraternité”, o prefeito Carlito Merss atribuiu a requalificação dos espaços e a construção conjunta entre poder público e sociedade civil do Plano Municipal de Cultura – também apresentado neste ato – como um processo natural do exercício democracia e salientou a importância da utilização do espaço da Rua das Palmeiras. “Um ambiente que antes era utilizado por usuários de crack será agora vivido por toda a população. No aniversário de Joinville este é um presente para a cidade”, enfatizou.
Para a requalificação, o projeto prevê o fechamento para carros de uma lateral da Rua das Palmeiras e a colocação de uma faixa de segurança elevada, pensando a segurança do pedestre. Um espaço central será preparado para eventos culturais e atividades que promovam a convivência e o exercício da cidadania. A área também terá um caminho central com pequenas sinuosidades, com o objetivo de valorizar os canteiros históricos e não concorrer visualmente com a paisagem já existente. O projeto paisagístico será realizado pela Fundação Turística.
O local receberá mais iluminação e mobiliário como bancos, lixeiras e suporte para musealização – os painéis contemplarão o histórico da alameda e a pesquisa arqueológica realizada durante a obra. Além disso, um projeto de educação patrimonial será realizado junto às escolas municipais durante a execução do projeto, visando as escavações realizadas pela equipe técnica do museu sambaqui. Posteriormente, o local entra na rota de educação patrimonial realizada pela Fundação Cultural e contemplará, mediante agendamento, todas as escolas do município.
Os usuários de drogas que utilizam o local já estão recebendo acompanhamento do projeto Porto Seguro, realizado pela Secretaria de Assistência Social e serão acompanhados em conjunto com a Secretaria de Saúde, visando o tratamento do paciente e o bem estar.
A obra tem o custo de R$417.530,63 e começa já nesta terça-feira (6/3) com a drenagem do local e o corte dos canteiros centrais. A escavação será acompanhada por arqueólogos do Museu Sambaqui e um técnico da Conurb. A previsão de conclusão é para maio de 2012.

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