4 de abril de 2012

Preservação de margem de rio vale dinheiro para agricultores de SC

Preservação de margem de rio vale dinheiro para agricultores de SC.
Projeto visa preservar nascentes e mata ciliar do Rio Vermelho.
Dezoito propriedades aderiram ao programa de serviços ambientais.


Para ver o vídeo, acesse o link abaixo:


Preservação de margem de rio vale dinheiro para agricultores de SC Projeto visa preservar nascentes e mata ciliar do Rio Vermelho. Dezoito propriedades aderiram ao programa de serviços ambientais. Do Globo Rural O pagamento por serviços ambientais é um dos projetos escolhidos pelo Ministério do Meio Ambiente para servir como exemplo de boas práticas ambientais, durante a conferência Rio +20. Em São Bento do Sul, no norte de Santa Catarina, a principal fonte de água para os 75 mil moradores é o Rio Vermelho, que corta o município de fora a fora. Nos últimos anos, o rio não tem dado conta do abastecimento por causa da devastação das matas no entorno de nascentes e margens, que diminuiu o volume das águas. E foi pensando em restaurar essa vegetação e evitar a falta de água, que a prefeitura criou um programa de serviços ambientais há um ano e meio, onde o proprietário rural que preservar ou reflorestar as áreas em torno da nascente e do leito do Rio Vermelho recebe um pagamento no final do ano. Em São Bento do Sul, existem 49 propriedades às margens do Rio Vermelho. Dessas, 18 aderiram ao programa de serviços ambientais e já receberam pagamento pela área preservada. O agricultor Felipe Sanocki conseguiu o valor de R$ 336 por uma área de meio hectare às margens do rio. Para ele, a preservação vale a pena. “Assim a gente sempre ganha uns trocados. Então vale a pena preservar”, conta. O proprietário que tem interesse em participar preenche uma ficha. Após a inscrição, um contrato é assinado e a propriedade passa por uma vistoria. O pagamento é feito pelo Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto, sem custo adicional na conta dos consumidores, e varia de acordo com 18 critérios fixados pelo programa. Nos espaços que já foram desmatados são plantadas árvores nativas, como o araçá, a pitangueira e o jacarandá. Já nas propriedades com gado, deve ser adotado um cuidado a mais, já que as áreas de preservação precisam ser cercadas. O proprietário José Honório foi quem recebeu o pagamento mais alto no ano passado. O valor foi de R$ 3 mil por 13 hectares de área de preservação permanente. Com a área preservada, ele ganha pontos extras no programa e uma renda a mais. O Ministério do Meio Ambiente pretende apresentar outros 15 projetos desenvolvidos em áreas urbanas e rurais durante a Rio +20. A conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável será realizada em junho, no Rio de Janeiro.

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