19 de fevereiro de 2012

RESIDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL


RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Eng. Gert Roland Fischer (*)

A Resolução CONAMA 307 DE 2002, foi um dos mais importantes manuais regulatórios disponibilizados à  sociedade brasileira. O objetivo do Conselho Nacional de Meio ambiente por questões humanitárias pretendeu que os resíduos da construção civil, fossem reutilizados como a mais importante matéria prima para beneficiar as classes marginais da sociedade brasileira.

Para as prefeituras a RC 307 seria a solução para a crônica choradeira da falta de dinheiro publico para obras, reformas e emergências.  Os custos simbólicos dos materiais reciclados possibilitariam dobrar o numero de casas populares construídas; reduzir pela metade o custo do quilometro asfaltado e ampliar o numero de leitos hospitalares utilizando lixo que não é lixo, matéria primas que hoje são criminosamente lançados em terrenos privados, em áreas publicas, nas margens de rios, entupindo drenagens, destruindo e poluindo manguezais e APPs.  

Por que essa Resolução CONAMA 307 de 2002, não consegue ser implantada nos municípios brasileiros?

Entenda como funciona essa máfia.

A compra licitada de brita, pedras, rachões, seixos rolados, areia, ferro, tubos de concreto, meio fio, entre outros, é feita no mercado controlado pelo SINDUSCON. Esse controle hegemônico, coloca prefeitos sem opções, reféns do bando.
Os gigantescos volumes de RCC gerados pelas empreiteiras contratadas pelas prefeituras quando executam obras quebrando pavimentos, calçadas, pátios concretados são todos descartados criminosamente impactando o ambiente natural.
Os projetos MINHA CASA MINHA DESGRAÇA são todos construídos com materiais de terceira qualidade, custando o triplo do que paga o setor da construção privada. São  geralmente  fornecidos por empresas de vereadores e de políticos ou  de “amigos de políticos”, tudo  sem controle de qualidade dos materiais. O resultado é dramático.  Construidos criminosamente e financiadas pelos “cumpanheros” da Caixa, serão ofertados habitações sufocantes, claustrofóbicas e de alto risco físico e sanitário.
As edificações de prédios públicos, antes mesmo de ocupados, apresentam infiltrações, rachaduras. Os contribuintes terão despesas eternas com os mesmos. Proposital ? Sim. É assim que funciona essa pseudo democracia.

A solução é bem simples.
Vereadores comprometidos com o povo, aprovam lei obrigando nos contratos licitados, clausulas obrigando o uso de pelo menos 30% de materiais reciclados da construção civil certificados pela SINDUSCON. Existindo demanda, não faltarão investidores para recuperar, reciclar e reutilizar os resíduos da construção civil.

(*) produtor e apresentador do programa Ecologia em Ação 

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