29 de fevereiro de 2012

Preocupação com caramujo Achatina fulica não tem justificativa racional e ética.




Gert Roland Fischer (*) 2011

O “escargot” e o caramujo africano são criados para consumo humano. O caramujo africano tem a sua criação comercial nas regiões tropicais do Planeta, inclusive no Brasil. Trata-se de um alimento forte, vigoroso e barato, especial para fazer o cardápio de programas para combater a subnutrição como o FOME ZERO.  
Nas campanhas oficiais difamatórias contra o caramujo africano, deve-se eticamente informar que jamais foi observado um só caso de qualquer doença provocada e relacionada com o caramujo africano.
O relatório do CIAF - COMISSÃO INTERINSTITUCIONAL PARA O ORDENAMENTO E A NORMATIZAÇÃO DA CRIAÇÃO DA ESPÉCIE EXÓTICA Achatina fulica), oficializada pelo Diário Oficial do Estado, Seção I, SP 111 (148): 30, 4a feira – 08/08/2001 pode ser ler que todas as doenças atribuídas a espécie, nenhuma ocorre no Brasil.
Portanto a campanha insidiosa montada para massacrar em território brasileiro o caramujo africano, não tem justificativa razoável diante dos alertas sanitários.
O que as campanhas patrocinadas pelo impostos dos contribuintes foi gerar estado de pânico criado nas mais diversas camadas da sociedade brasileira. Em algumas cidades brasileiras circularam veículos de transporte de massa, com dizeres chamando a atenção do grande perigo sanitário caso esses animais forem tocados.
Os caramujos nativos são os que provocam inúmeras doenças graves nos seres humanos. Estranha-se que não ofereça a ANVISA e o Ministério da Saúde a mesma importância dada para a Achatina fulica. Sabemos que no Brasil encontra-se um dos maiores focos da esquistossomose no planeta terra. Doença grave existente em todos os estados, principalmente com infestação endêmica nas áreas litorâneas, na Região Nordeste, Leste e Centro-Oeste.
Já o caramujo africano, que não transmite nenhuma doença, passou a ser o vilão de todos os caramujos existentes no Brasil. Passaram tanto a ANVISA quanto as secretarias da saúde dos estados,  a recomendar milionárias campanhas para destruí-lo. Recomendam esses órgãos públicos que se deve matar os caramujos com, sal, vinagre, álcool e  fogo. Tais processos foram mostrados em milhares de escolas.  São animais maltratados e judiados. Um exemplo que confundem o povo - principalmente as crianças para as quais sempre foi ensinado que não se deve maltratar e judiar dos animais. São crimes ambientais.
A conclusão que tiro dessas ações intempestivas do Governo federal são bem simples e razoáveis: Tem alguém lucrando e muito com esse programa insano de erradicação do caramujo africano.
Tratando-se de praga invasora, se reproduz sem investimentos e se multiplica fartamente, estamos diante de um programa altamente recomendável para o povo brasileiro. Trata-se de uma dádiva divina. A natureza reproduz sem que seja necessário o tal do Trabalho. É so colher....
Diante de tão miraculoso processo da “multiplicação dos pães”, o governo dos trabalhadores, dos agricultores sem terras e moradores de periferias - todos beneficiados com programas de “bolsas”, deveria deverá criar programas de incentivo a coleta dos caramujos africanos. Essas gigantescas quantidades seriam entregues num frigorífico que os transformaria em alimentos tanto para consumo humano, quarto para o arraçoamento de animais e peixes. Não seria necessário lançar mão dos impostos do contribuinte, mas utilizar a renda propiciada pela produção de alimentos que passarão a ser  servidos nos restaurantes populares, colocados nas cestas básicas e na alimentação escolar.
(*)  Eng°. Agrônomo – CREA-SC 001288 

Um comentário:

  1. Olá, Gert.
    A Achatina pode atuar como hospedeiro intermediário em angiostrongilíases causando doenças como a meningite eosinofílica em humanos e verminoses pulmonares em felídeos e outras espécies animais.
    mairaposteraro@gmail.com

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