29 de fevereiro de 2012

Sensacionalismo varzeano da imprensa de aluguel e das autoridades sanitárias sobre o Caramujo Africano.



Gert Roland Fischer(*)
Comento entrevista da pesquisadora Silvana Thiego do departamento de Melacologia do Instsituto Oswaldo Cruz da Fiocruz concedida para a Renata Fontoura jornalista do IOC/FIOCRUS -  jornalismo@ioc.fiocruz.br; da Agencia de Noticias da Fiocruz.
Silvana Thiego trabalha no Departamento de Malacologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) da Fiocruz, que é centro de referência nacional em malacologia médica, atua na identificação do molusco e no estudo das doenças que ele pode transmitir ao homem.
Fala dos  reais riscos oferecidos pela espécie e esclarece quais cuidados que devem ser tomados pela população.
Silvana Thiengo mostra parte dos exemplares de caramujos que guarda em seu laboratório (Foto: Ana Limp)
Sivana comenta que existem duas zoonoses que podem ser transmitidas pelo caramujo africano. Uma delas é chamada de meningite eosinofílica, causada por um verme [Angiostrongylus cantonensis], que passa pelo sistema nervoso central, antes de se alojar nos pulmões. A doença so prospera se houver no ciclo moluscos e roedores.
Silvana não  especificou  quais os moluscos e roedores que fazem parte dessa pesquisa. Entre moluscos constam centenas de caracóis nativos que também poderão ser transmissores. Os roedores são inúmeros e a pesquisa não deve ter chegado tão longe. Concluindo disse: O homem pode entrar acidentalmente neste ciclo.
Todavia o mais estarrecedor de todas as informações, Silvana informou que no Brasil não há registro de nenhum caso da doença.
Sivana também comentou sobre o angiostrongilíase abdominal, outro nematóide que pode colonizar os caramujos nativos e também o Achatina. Disse que existem alguns poucos casos já registrados no Brasil, todavia não foram de forma alguma transmitidos pelo caramujo africano.
A pesquisadora comentou ainda que a angiostrangilíase abdominal [causada pelo parasito Angiostrongylus costaricensis] muitas vezes é assintomática, mas em alguns casos pode levar ao óbito, por perfuração intestinal e peritonite.
Atentem para a importante e significativa informação conclusiva oferecida pela pesquisadora:
“Em testes realizados em laboratório, Achatina fulica não se revelou um bom hospedeiro, sendo portanto considerado um hospedeiro potencial para o parasita,  causador da angiostrongilíase abdominal – mas, friso, trata-se de um hospedeiro potencial.”
Quanto ao  risco de os caramujos africanos passarem a transmitir estas doenças a pesquisadora Silvana informou:
No atual estado do conhecimento, podemos afirmar que o risco do caramujo africano transmitir estas duas parasitoses é muito pequeno”.
Quantos aos  cuidados que a  população deve tomar, a pesquisadora recomenda a catação manual com as mãos protegidas com luvas ou sacos plásticos.
Todos os horticultores urbanos utilizam luvas de borracha para não sujarem as um hás, mãos e cutículas, além de não causarem danos a pele proveniente de microordanismos existentes no solo.
O caramujo africano costuma ser confundido com um molusco nativo brasileiro, o Megalobulimus sp, conhecido como caramujo-da-boca-rosada ou aruá-do-mato espécie da nossa fauna e se parece com o Achatina fulica por seu tamanho, o que é um alto risco para a preservação das espécies de caracóis brasileiros. Professores deverão antes de assumirem a responsabilidade por coletas de caracóis, deverão ministrar ensinamentos básicos aos alunos no sentido de evitar a predação das espécies nativas.
Silvana  informa que “a concha de Achatina fulica tem mais giros e é mais alongada. Já a concha do Megalobulimus sp é mais bojuda, gorda, tem menos giros e sua abertura é espessa, não cortante”.
Concluo: Para tanto estardalhaço criado pela da mídia catarinense e Joinvilense, aterrorizando as famílias e as crianças que sempre brincaram com os caramujos, me vem uma grande pergunta:
O que estará atrás desse sensacionalismo. A quem interessa essas desinformações ?
Para ler a entrevista completa você pode acessar: http://www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?from_info_index=211&infoid=770&sid=3
(*) Eng. agrônomo CREA-SC 001288-4 profissional e legalmente autorizado a comentar sobre a Achatina fulica e demais caramujos brasileiros

PARECER TÉCNICO EMITIDO PELA DRA. CARLA MEDEIROS Y ARAÚJO




O documento da Sociedade Brasileira de Malacologia (SBMa), datado de 30 de outubro de 2001, que originou o processo nº 21000.001595/2002-61 – DDIV- MAA, explana sobre o tema “Moluscos exóticos introduzidos no País, principalmente Achatina fulica Bowdich, 1822”, com vários tópicos relevantes acentuados, convergindo na solicitação de “providências necessárias à implementação de uma Legislação com relação à introdução de espécies exóticas de moluscos no País, principalmente Achatina fulica.

É possível apresentar a situação atual da problemática, observando-se algumas iniciativas, bastante divergentes, relacionadas ao controle da propagação do caracol Achatina fulica no Brasil, sendo as principais: 1- a  CAMPANHA DE BANIMENTO divulgada por Paiva (1999 -http://www.intermega.com.br/acracia/achat_tr.htm); 2- o Programa Nacional de Saneamento Ambiental da Invasão da Achatina fulica (IBH - Instituto Brasileiro de Helicicultura - Fundação CEDIC – www.cedic.org.br) e, 3- a COMISSÃO INTERINSTITUCIONAL PARA O ORDENAMENTO E A NORMATIZAÇÃO DA CRIAÇÃO DA ESPÉCIE EXÓTICA Achatina fulica (www.tplace.com.br/achatina), oficializada pelo Diário Oficial do Estado, Seção I, SP 111 (148): 30, 4a feira – 08/08/2001 sendo citada no transcorrer deste parecer pela sigla CIAF.

A seguir, vários pontos relacionados com o assunto são comentados, reiterando a necessidade de discussão urgente, a ser promovida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, como salientado no ofício DPC/CPP nº 036/02 que consta do referido processo, com os representantes de todos os setores envolvidos para a resolução de problema de tal magnitude.

AGRICULTURA E A DISSEMINAÇÃO DE Achatina fulica NO BRASIL - O documento da SBMa releva a ampla difusão do caracol pulmonado terrestre Achatina fulica em diversos estados no Brasil, incluindo na listagem o Amazonas, de acordo com Paiva (1999).  A agricultura tem sido afetada de forma drástica, o quadro podendo ser ilustrado com a seguinte afirmativa de Paiva (1999), que tem alertado a comunidade sobre o assunto:

Os animais dessa espécie se alastraram por quase todo o Brasil, estabelecendo populações em vida livre e se tornando séria praga agrícola, especialmente no litoral. Atacam e destroem plantações, com danos maiores em plantas de subsistência de pequenos agricultores (mandioca e feijão) e plantas comerciais da pequena agricultura (mandioca, batata-doce, carás, feijão, amendoim, abóbora, mamão, tomate, verduras diversas e rami).”

O autor apresenta uma lista de espécies vegetais que são consumidas por Achatina fulica, sendo relevante apresentá-las, por serem culturas de interesse comercial no Brasil (o asterisco * indica as culturas mais atingidas):
“Plantas de cultura: abóboras – Cucurbita spp., Cucurbitaceae (folhas) (lab.);
acelga – Beta vulgaris spp., Chenopodiaceae (folhas) (com.); * acerola – Malpighia spp., Malpighiaceae (frutos) (lab.); * alface – Lactuca sativa, Asteraceae (folhas) (lab.) (com., lab.); * almeirão – Chicorium intybus, Asteraceae (folhas) (com., lab.);
amendoim – Arachis hipogaea, Papilionaceae) (folhas) (lit.); bananas – Musa spp., Musaceae (folhas) (lab., lit.); bardana – Arctium lappa, Asteraceae (folhas) (lit.); * batata-doce – Ipomoea batatas, Convolvulaceae (folhas) (com.); beringela – Solanum melongena, Solanaceae (folhas) (com.); beterraba – Beta vulgaris, Chenopodiaceae (folhas) (com.); * brócolos – Brassica oleracea var. italica, Cruciferae) (folhas) (lab., com.); cacau – Theobroma cacao, Sterculiaceae (folhas) (lit.); café – Coffea arabica, Rubiaceae (folhas) (lab., lit.);  * carás – Dioscorea bulbifera, Dioscoreaceae (folhas) (lab.); cenoura – Daucus carota, Umbelliferae (folhas) (com.); chá – Camellia sinensis, Theaceae (folhas) (lit.); chuchu – Sechium edule spp., Cucurbitaceae (folhas novas e secas, frutos) (com.); citros – Citrus spp., Rutaceae (folhas) (lit.); confrei – Simphytum officinale, Borraginaceae (folhas) (com.); coqueiro-da-bahia – Cocos nucifera, Arecaceae) (folhas e flores) (lit.); * couve – Brassica oleracea var. acephala, Cruciferae) (folhas) (lab., com.); escarola – Chicorium endivia, Asteraceae (folhas) (com.); * feijão e feijão-vagem – Phaseolus vulgaris, Papilionaceae) (folhas) (lab., lit.); * guaraná – Paulinia cupana, Sapindaceae (folhas) (com.); hortelã – Mentha repens, Lamiaceae (lab.); *jambu (Spilanthes acmella) (folhas) (lab.); * mamão – Carica papaya, Caricaceae (folhas) (lit., lab.); * mandioca – Manihot esculenta, Euphorbiaceae (com., lab.); milho – Zea mays, Poaceae (com., lit.); morango – Fragaria x ananassa, Rosaceae (com.); mostarda – Sinapis arvensis, Cruciferae (lab.); pepino – Cucumis sativus, Cucurbitaceae (folhas, frutos) (com., lab.); pimenta-do-reino – Piper nigrum, Piperaceae (lit.); * pimentão – Capsicum annuum, Solanaceae (folhas) (com.); * rabanete – Raphanus sativus, Cruciferae (folhas) (com., lab.); * rami – Boehmeria nivea, Urticaceae (lab.); * repolho – Brassica oleracea var. capitata, Cruciferae (com., lab.); rúcula, Cruciferae (com.); seringueira – Hevea brasiliensis, Euphorbiaceae (lit.); * taioba – Xanthosoma maffafa, Araceae (lab.); * tomate – Lycopersicum esculentum, Euphorbiaceae (frutos) (com., lab.).
Plantas ornamentais: camarão-vermelho – * Jacobinia coccinea, Acanthaceae (com.)
gazânia - * Gazania rigens, Asteraceae (com.); * Hemigraphis colorata, Acanthaceae (com.); hibiscos - * Hibiscus cv.s, Malvaceae (híbridos) (com.); jibóia – * Epipremnum aureum, Araceae (com., obs.); * orquídeas (flores) (lit., lab.); tornélia – Monstera deliciosa, Araceae (com.).
Florestas implantadas (lit.)
Plantas ruderais: jambu – Spilanthes acmella, Asteraceae (lab.); Tridax argentea, Asteraceae (lab.); picão-branco – Galinsoga parviflora, Asteraceae (lab.).
Plantas nativas: mandacaru – Cereus hildmannianus, Cactaceae (flores caídas) (lab.); acantáceas, piperáceas, zingiberáceas (lab.).
Abreviaturas das fontes: com.: comunicação pessoal de colaborador;
lab.: constatação no laboratório do autor; lit.: literatura impressa e digital; obs.: observação pelo autor no campo (áreas agrícolas e naturais).

O Impacto da Disseminação de A.  fulica Nas Áreas Urbanizadas - A SBMa ressalva o “pânico às populações que as grandes quantidades de moluscos tem causado”.
A CIAF afirma que: “A veiculação de informações alarmistas e, em alguns casos, até distorcidas pela mídia, geraram uma grande preocupação da população e dos agentes de saúde em relação à espécie Achatina fulica, popularmente gigante africano.” (http://tplace.com.br/achatina/).
A população urbana não tem se alarmado em função das informações provenientes da mídia, mas nitidamente pela convivência com o problema, tendo suas hortas, jardins e casas invadidas por moluscos exóticos com potencial de serem transmissores de verminoses. Portanto, considera-se a afirmativa da CIAF equivocada e tendenciosa, pelo fato de desejar a normatização da criação da espécie no Brasil e sua aceitação como recurso alimentar. É alarmante não considerarem prioritário o desconforto e a saúde dos cidadãos não relacionados com a atividade de criação de “escargots” e que foram afetados com o descaso dos criadores que permitiram a fuga de espécimens dos heliários ou abandonaram os moluscos após desistência da atividade econômica.
SAÚDE PÚBLICAA relação da saúde pública e Achatina fulica é tópico explorado por inúmeros autores que consideram casos de verminoses (Teles et al., 1997; Teles e Fontes, 1998) e relação com a transmissão da febre-amarela (Paiva, 1999). Zoonoses são tópicos comuns em qualquer criação de animais, e este fato tem sido utilizado como argumento, de acordo com Paiva (1999) e Araújo e Schneider (2001), para minimizar a preocupação pelas doenças transmitidas por A. fulica (no caso do Brasil, principalmente a verminose angiostrongilíase abdominal).
A CIAF enfatiza que não foi notificado nenhum caso de doenças ligados diretamente com moluscos do gênero Achatina no Brasil, em função da metodologia de comercialização que emprega cozimento. 
A questão deve ser debatida, na reunião, com os técnicos e pesquisadores especialistas da área de saúde.

CONTROLE DAS POPULAÇÕES DE Achatina fulica:  METODOLOGIAS -  A ausência de predadores naturais é observada no documento da SBMa, sendo relevante acentuar a NÃO INTRODUÇÃO DE ESPÉCIES EXÓTICAS PARA O CONTROLE BIOLÓGICO DE Achatina fulica. Experiências em outros países revelaram o equívoco de tal atitude, com a introdução de um molusco carnívoro Euglandina rosea causando minimização da biodiversidade da malacofauna no Caribe, Hawaii e em ilhas dos Oceanos Pacífico e Indico (Civeyrel e Simberloff, 1996; Gerlach, 2001; Cowie, 1998, 2001).

O mesmo nível de apreensão é observado pela SBMa para a utilização de moluscicidas, por sua alta toxicidade e risco de envenenamento da população humana e de espécies nativas de moluscos (Paiva, 1999), assim como prejuízos para o meio ambiente.

Considera-se a catação manual e incineração a metodologia mais eficiente, como sugerido por Paiva (1999) e Amaral (2001).

CONTROLE DAS POPULAÇÕES DE Achatina fulica - PROGRAMAS EXISTENTES:
  • O programa denominado PROJETO CARACOL realizado entre o Instituto Brasileiro de Helicultura (IBH), com apoio da SUCEN-SP, com as prefeituras de diversos municípios poderia servir como referência, propondo-se a apresentação pelo autor, o Sr. William do Amaral, das estratégias, custos e resultados do sistema adotado. Atualmente o trabalho intitula-se Programa Nacional de Saneamento Ambiental da Invasão da Achatina fulica (www.cedic.org.br);

  • Existe a CAMPANHA DE BANIMENTO (Paiva, 1999) que visa, entre inúmeros itens:
a proibição legal pelos Estados e pela União da importação, transporte, criação e comercialização de Achatina fulica e de outras espécies de moluscos exóticos vivos (e seus ovos) no Brasil, através de legislação pertinente

Sugere-se a uniformização da ação para controle da disseminação da espécie no Brasil com a criação de CAMPANHA NACIONAL DE CONTROLE DE Achatina fulica, utilizando as citadas experiências como apoio técnico.

HELICICULTURA NO BRASIL E Achatina fulica - De acordo com Paiva (1999), a disseminação de Achatina fulica no território nacional está relacionada com a ação de produtores brasileiros de “escargots”, assim como de órgãos governamentais, ressaltando que ocorreram diversas infrações planilhadas a seguir :
  • Importação ilegal de espécie exótica;
  • Divulgação da espécie em cursos técnicos;
  • Linhas de créditos bancários e incentivos para pesquisa;
  • Propagação da espécie como: recurso alimentar e iscas para pesca, e pela fuga de caracóis dos criadouros para o ambiente livre, revelando a ineficiência da estrutura dos heliários;
  • Difusão da espécie pela desistência de criadores de A.fulica e soltura dos moluscos no meio ambiente, o que denuncia total irresponsabilidade do produtor e torna questionável a eficiência econômica da atividade de criação de Achatina fulica no Brasil. As razões para estas desistências devem ser esclarecidas e debatidas, visando analisar a real contribuição da atividade econômica para o país,  em detrimento de tantos problemas ambientais.

A CIAF afirma que é possível a criação de Achatina fulica em sistemas considerados fechados (galpões e estufas), com baixo risco de fuga (“o risco de evasão é praticamente nulo”) (http://tplace.com.br/achatina/). Porém, mais relevante que as sugestões de formas de criar Achatina fulica é a apresentação de dados numéricos sobre a geração de empregos e mercado consumidor, apresentados pela CIAF de maneira superficial.

A CIAF afirma que:
·         Normalmente é criada – Achatina fulica - e consumida como “escargot”, onde África e Sudeste Asiático figuram como os maiores produtores mundiais. A França importa grandes quantidades desta espécie para enlatamento e figura como um dos maiores consumidores mundiais”.  (http://tplace.com.br/achatina/)
1) Com o problema ambiental gerado pela invasão de Achatina fulica em diversos países, como é a receptividade da espécie por este mercado ?
2) A Fundação CEDIC afirma que a maior utilização de Achatina fulica no país de origem, a África, dá-se como alimento de suínos, sendo irrisória a quantidade de países que consomem o molusco como alimento humano (http://www.cedic.org.br/). Sugere-se que tanto a CIAF como a CEDIC apresentem dados mais consistentes sobre o assunto, pois há divergências de informações.

·         “Atividade de baixo custo de implantação, a helicicultura favorece a implantação de heliários por pessoas em busca de novas alternativas de fonte de renda, podendo ser considerada um agente de redução de pobreza rural, pois se baseia em uma criação doméstica consorciada e auto-sustentável e o mais importante, oferece um produto (carne) de alto teor protéico e baixo valor energético, semelhante ao do peixe”. (http://tplace.com.br/achatina/)
3) O helicicultor brasileiro apresenta ou apresentará este perfil, caso haja normatização e ordenamento da criação de Achatina fulica, diante de todas as exigências que seriam feitas para permitir esta atividade ?

“A Organização para Alimentos e Agricultura das Nações Unidas – FAO, desde 1994, mantém projetos de implantação de sistemas de produção animal local em diversos países em desenvolvimento com o intuito de promover a sustentabilidade alimentar das camadas mais pobres da população (http://www.fao.org/review/VIEW7e.HTM). Dentre estes projetos, a criação comercial de Achatina fulica desponta como interessante alternativa rural devido ao seu baixo custo de implantação e fácil manutenção. (http://www.new-agri.co.uk/99-3/focuson/focuson3.html).” (http://tplace.com.br/achatina/)
4) Achatina fulica não é citada em nenhum dos dois sites mencionados pela CIAF, mas as espécies Achatina achatina e Archachatina marginata, e nenhum deles revela estatítiscas mundiais para a produção de Achatina.

A Cooperativa de Escargot Cantareira (CAEC) apresenta em seu site (http://www.caec.agr.br) reportagem publicada pela Gazeta Mercantil (25 de julho de 2001) na qual divulga a fabricação de produtos, no Brasil, à base de “escargots”, acentuando que, até aquela data, não estavam à venda.  A matéria jornalística não esclarece as espécies de caracóis utilizadas pela cooperativa. Fato interessante é que nem o próprio site da CAEC revela as espécies utilizadas.

Considera-se alarmante a consideração da CIAF transcrita a seguir:  É de fundamental importância compreender que a proibição pura e simples de sua criação – Achatina fulica -  poderá ter efeitos nocivos ao meio ambiente, pois muitos criadores abandonarão seus plantéis aumentando consideravelmente as populações asselvajadas e, conseqüentemente, o risco sanitário(http://tplace.com.br/achatina/).  A afirmativa apenas frisa a ausência de organização do setor de helicicultura no país e a maneira irresponsável como as questões ambientais são tratadas.

            Acentua-se a necessidade de exigir do helicicultores do Brasil e pesquisadores relacionados com a atividade dados sócio-econômicos sobre a atividade no mundo e no país, acentuando a utilização de Achatina fulica.

CURSOS PARA CRIAÇÃO DE Achatina fulica –  Os cursos de criação da espécie servem como disseminadores de espécimens. Estas atividades devem ser imediatamente suspensas até que se estabeleça o posicionamento do governo federal em relação ao assunto, como sugerido pela CIAF (http://tplace.com.br/achatina/) e, de forma definitiva por Paiva (1999).


UTILIZAÇÃO DE Achatina fulica COMO RECURSO DIDÁTICO - Paiva (1999) revela a manutenção de espécimens de Achatina fulica em terrários de escolas no Brasil, com caso de aquisição dos caracóis no meio ambiente, possibilitando a contaminação de crianças com o contato do muco dos animais, propagador de larvas de vermes nematódeos. A proposta CAMPANHA NACIONAL DE CONTROLE DE Achatina fulica poderia divulgar os RISCOS DA UTILIZAÇÃO DESTES MOLUSCOS COMO RECURSO DIDÁTICO, apesar de todas as vantagens biológicas que apresenta para este fim, tais como: fácil manutenção (custo baixo) e alta prolificidade (que permite o acompanhamento do ciclo reprodutivo em curto período de tempo). Tranter (1993) enfatiza a utilização de Achatina fulica em escolas na Inglaterra, sugerindo uma série de cuidados para a aquisição dos animais naquele país. Mas, no caso do Brasil, com sua diversificada malacofauna, poder-se-ia divulgar o uso de outros moluscos da fauna nativa para fins didático.

LEGISLAÇÃO - Como inicialmente ressaltado, a SBMa solicita “providências necessárias à implementação de uma Legislação com relação à introdução de espécies exóticas de moluscos no País, principalmente Achatina fulica”.

A CIAF elaborou MINUTA DE PORTARIA para a ordenação e normatização da criação de Achatina fulica no Brasil.  O documento deve ser discutido na reunião a ser organizada pelo M.A.A. A comissão precisa ser questionada diante do fato que considera: “...que a criação comercial de Achatina fulica é social e economicamente viável desde que conduzida segundo as diretrizes propostas de modo a não agredir o meio ambiente e preservar a saúde pública.” (http://tplace.com.br/achatina/), apresentando os dados numéricos já solicitados relacionados à atividade econômica em contraposição com os riscos ambientais da manutenção das criações de Achatina fulica no Brasil.

INTRODUÇÃO DE OUTRAS ESPÉCIES EXÓTICAS DE MOLUSCOS NO TERRRITÓRIO NACIONAL -   O documento da SBMa não focaliza apenas a disseminação de Achatina fulica no Brasil, mas também enfatiza a introdução de outros moluscos exóticos como o gastrópode asiático Melanoides tuberculatus (Muller, 1774) e os bivalves Corbicula fluminea (Muller, 1774) e Limnoperna fortunei (Dunker, 1857).

            Seria relevante deter-se à Achatina fulica no atual processo, solicitando-se à referida entidade científica mais dados para possibilitar o encaminhamento dos mesmos para os órgãos governamentais, com posterior análise e debate dos temas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AMARAL, W.,2001.  Projeto Caracol. Atibaia: CREE   –  Centro de Reprodução e Estudos do Ecossistema, IBH       –  Instituto Brasileiro de Helicicultura, 2001. 7p.
ARAÚJO, C. M. y.; SCHNEIDER, M. 2001. Projeto de Extensão de Ação Contínua: Impacto do Escargot Achatina fulica (Mollusca, Gastropoda) nas Atividades Agrícolas e no Ambiente do Cerrado do Distrito Federal. Brasília: Decanato de Extensão, UnB, 2001. 18p.
Civeyrel, L.;  Simberloff, D. A tale of two snails: Is the cure worse than the disease? Biodiversity and Conservation,  v. 5, n. 10, p. 1231-1252, 1996.
COMISSÃO INTERINSTITUCIONAL PARA O ORDENAMENTO E A NORMATIZAÇÃO DA CRIAÇÃO DA ESPÉCIE EXÓTICA Achatina fulica. 2001. Disponível em:  http://tplace.com.br/achatina/. Acesso em: 24 setembro 2002.
Cooperativa de Escargot Cantareira (CAEC). 2001. Disponível em: http://www.caec.agr.br. Acesso em: 25 setembro 2002.
Cowie, R.H. Patterns of introduction of non-indigenous non-marine snails and slugs in the Hawaiian Islands. Biodiversity and Conservation,  v. 7, n. 3, p. 349-368, 1998.
Cowie, R.H. Can snails ever be effective and safe biocontrol agents? International Journal of Pest Management,  v. 47, n. 1, p. 23-40, 2001.
Fundação CEDIC – Centro de Experimentação e Divulgação Científica. Disponível em: http://www.cedic.org.br. Acesso em: 26 setembro 2002.
Gerlach, J. Predator, prey and pathogen interactions in introduced snail populations Animal Conservation, v.4, n. 3,  p. 203-209, 2001.
PAIVA, Celso Lago, ed. Achatina fulica: nova praga agrícola e ameaça à saúde pública no Brasil. Fontes de informação impressas e digitais. 1999. Disponível em: http://www.intermega.com.br/acracia/achat_tr.htm. Acesso em: 24 setembro  2002.
TELES,H. M. S.; FONTES, L. R. Angiostrongilíase e Escargot: Nova Ameaça à saúde Pública. Secretários da saúde v. 30, p. 24-26, 1998.
TELES, H.M.; VAZ, J. F.; FONTES, L. R.; DOMINGOS, M. de F. Registro de Achatina fulica Bowdich, 1822  ( Mollusca, Gastropoda) no Brasil: caramujo hospedeiro intermediário da angiostrongilíase. Revista Saúde Pública, v. 31, n. 3, p.310-312, jun. 1997.
TRANTER, J.A. The giant African land snail, Achatina fulica, and other species. Journal of Biological Education, v. 27, n. 2, p. 108-111, 1993.

Preocupação com caramujo Achatina fulica não tem justificativa racional e ética.




Gert Roland Fischer (*) 2011

O “escargot” e o caramujo africano são criados para consumo humano. O caramujo africano tem a sua criação comercial nas regiões tropicais do Planeta, inclusive no Brasil. Trata-se de um alimento forte, vigoroso e barato, especial para fazer o cardápio de programas para combater a subnutrição como o FOME ZERO.  
Nas campanhas oficiais difamatórias contra o caramujo africano, deve-se eticamente informar que jamais foi observado um só caso de qualquer doença provocada e relacionada com o caramujo africano.
O relatório do CIAF - COMISSÃO INTERINSTITUCIONAL PARA O ORDENAMENTO E A NORMATIZAÇÃO DA CRIAÇÃO DA ESPÉCIE EXÓTICA Achatina fulica), oficializada pelo Diário Oficial do Estado, Seção I, SP 111 (148): 30, 4a feira – 08/08/2001 pode ser ler que todas as doenças atribuídas a espécie, nenhuma ocorre no Brasil.
Portanto a campanha insidiosa montada para massacrar em território brasileiro o caramujo africano, não tem justificativa razoável diante dos alertas sanitários.
O que as campanhas patrocinadas pelo impostos dos contribuintes foi gerar estado de pânico criado nas mais diversas camadas da sociedade brasileira. Em algumas cidades brasileiras circularam veículos de transporte de massa, com dizeres chamando a atenção do grande perigo sanitário caso esses animais forem tocados.
Os caramujos nativos são os que provocam inúmeras doenças graves nos seres humanos. Estranha-se que não ofereça a ANVISA e o Ministério da Saúde a mesma importância dada para a Achatina fulica. Sabemos que no Brasil encontra-se um dos maiores focos da esquistossomose no planeta terra. Doença grave existente em todos os estados, principalmente com infestação endêmica nas áreas litorâneas, na Região Nordeste, Leste e Centro-Oeste.
Já o caramujo africano, que não transmite nenhuma doença, passou a ser o vilão de todos os caramujos existentes no Brasil. Passaram tanto a ANVISA quanto as secretarias da saúde dos estados,  a recomendar milionárias campanhas para destruí-lo. Recomendam esses órgãos públicos que se deve matar os caramujos com, sal, vinagre, álcool e  fogo. Tais processos foram mostrados em milhares de escolas.  São animais maltratados e judiados. Um exemplo que confundem o povo - principalmente as crianças para as quais sempre foi ensinado que não se deve maltratar e judiar dos animais. São crimes ambientais.
A conclusão que tiro dessas ações intempestivas do Governo federal são bem simples e razoáveis: Tem alguém lucrando e muito com esse programa insano de erradicação do caramujo africano.
Tratando-se de praga invasora, se reproduz sem investimentos e se multiplica fartamente, estamos diante de um programa altamente recomendável para o povo brasileiro. Trata-se de uma dádiva divina. A natureza reproduz sem que seja necessário o tal do Trabalho. É so colher....
Diante de tão miraculoso processo da “multiplicação dos pães”, o governo dos trabalhadores, dos agricultores sem terras e moradores de periferias - todos beneficiados com programas de “bolsas”, deveria deverá criar programas de incentivo a coleta dos caramujos africanos. Essas gigantescas quantidades seriam entregues num frigorífico que os transformaria em alimentos tanto para consumo humano, quarto para o arraçoamento de animais e peixes. Não seria necessário lançar mão dos impostos do contribuinte, mas utilizar a renda propiciada pela produção de alimentos que passarão a ser  servidos nos restaurantes populares, colocados nas cestas básicas e na alimentação escolar.
(*)  Eng°. Agrônomo – CREA-SC 001288 

26 de fevereiro de 2012

Achatina fulica é uma excelente proteina.



O caracol Achatina fulica é uma excelente proteina. 

Um alimento forte e reconstituinte.
Por que jogar alimento tão rico no lixo e cal por cima ?
Ja não bastasse a EPAGRI vez ou outra,  prende um motorista de caminhão que não tinha nota fiscal do camarão de excelente qualidade que transportava  e leva o precioso alimento para enterrar tambem no aterro sanitário (nota de rodapé)
É bom lembrar que toda a população pobre do rio ferro, jamais consegui comer camarão. Pode imaginar que crueldade ?
Por que o povo brasileiro não encontra uma solução mais inteligente para questões tão simples ?
Fui criador de Gros Gris , Petit Gris e Achatina. Uma parte do curso dizia respeito a culinaria e fiz bons pratos com o caramujo.Fiz até um jantar de encerramento para as turmas de alunos.A culinaria francesa é outra coisa. Um prato de achatina leva pelo menos 3 horas para preparar. Algo requintado. Não é para todos.





A crueldade com os animais esta no íntimo das pessoas.

As inverdades quando repetidas diversas vezes, acabam virando verdades para as pessoas sem informações e que assim as repetem causando danos irrecuperáveis. 

Você não precisa usar luvas. A muscilagem do achatina melhora a pele, da macies e uma testura incrivel.

AS MENTIRAS SÓRDIDAS DO PODER PUBLICO QUANTO A TRANSMISSÃO DE DOENÇAS PELO CARACOL AFRICANO.

No Brasil ninguem foi ainda capaz de identificar um so caso de doença causada pela Achatina. Lembro que existem biologos que se prestam a ser instrumento de politicos e de gestores publicos. Lembro que o biólogo no seu JURAMENTO PROFISSIONAL se coloca ao lado da vida e não ao lado do massacre burro e torpe da vida.

UMA SOLUÇÃO - EXISTEM OUTRAS.

Uma fabrica de ração de carne de Achatina, seria a menos burra das soluções. Uma pequena industria de ração a base da Achatina é de pequenissimo investimento. Falta realmente aos políticos nos quais acreditávamos e por conseguinte elegemos, vontade de fazer, de fazer com inteligencia, devendo ser parcimonioso com os impostos carissimos que pagamos na marra.
Ração de carne de achatina é uma delicia para os peixes, gatos e cães. Tenho certeza absoluta que muitos biologos recentemente formados não tem conhecimento de tais virtudes e caracteristicas do bicho Achatina.
Seria interessante que os funcionarios publicos se informassem melhor.
Como cortesia passo para os leitores algumas receitas de pratos feitos com caramujos - mas preste atenção, são restaurantes franceses que os oferecem.
escargots au beurre d’anchois
snails in anchovy butter
gratin d’escargots
baked snails
escargots canaille
snails in tomato sauce
timbale d’escargots aux lardons et à l’estragon
snails with bacon and tarragon sauce
ragoût d’escargots forestière
snail stew with wild mushrooms
escargots aux chanterelles et à la bière
snails with mushrooms in beer
escargots de Bourgogne en meurette
snails in wine sauce with mushrooms, onions, and bacon
escargots au riesling
snails with wine sauce
les escargots sans ail « Jacques Laffite »
snails with herb-cream sauce
escargots en croûte de noisette
snails and spinach in cream served with a hazelnut cookie
flan d’escargots à la crème de persil
snails and custard with a parsley-cream sauce
puits de courgette aux escargots
zucchini stuffed with snails
gratin d’escargots de Bourgogne à la rhubarbe
baked snails and rhubarb
petits-gris dans un oignon confit
snails and stewed onions
poêlée d’escargots et cristallines de chou vert
pan-fried snails with fried cabbage
ragoût d’escargots à la fondue de poireaux
snail stew with leeks
tapenade d’escargots aux amandes
snail and almond spread
Bon Apetit.
Gert

Nota de rodapé ( o crime não foi a qualidade dubia do camarão, mas o crime foi não recolher impostos e mais impostos que desaparecem misteriosamente)


COMUNICADO À IMPRENSA 
Origem -Assessoria de comunicação da FUNDEMA


-------Mensagem original-------
Data: 24/02/2012 14:53:14
Assunto: Neste sábado (25/2) tem mutirão para coleta do caramujo

Neste sábado (25/2) tem mutirão para coleta do caramujo africano no Caieira
O Parque Natural Municipal da Caieira recebe neste sábado, dia 25/2, um
mutirão para coleta do caramujo africano. Para quem tiver interesse em
colaborar, a ação inicia às 9 horas e tem previsão de término às 12 horas.
O trabalho será desenvolvido pela Fundação Municipal do Meio Ambiente
(Fundema) com apoio dos alunos do curso de gestão ambiental da Aupex,
Companhia Águas de Joinville e voluntários da ONG Bicho do Piraí. A
expectativa é reunir cerca de 50 pessoas.
A iniciativa para o mutirão surgiu pela necessidade de controlar os
caramujos nesta época do ano quando a proliferação do molusco (Achatina
fulica) é intensa e contribui para o desequilíbrio do ecossistema local.
"É uma ação que exerce cidadania e comprometimento com o meio ambiente,
além de se tratar de uma ação específica de gestão ambiental", explica o
coordenador das unidades de conservação, Daniel Lepka. A Fundema vai
disponibilizar luvas plásticas, sacolas e tambores para a coleta. Os
caramujos serão armazenados nas bombonas para posteriormente serem
enviados ao aterro sanitário, onde são triturados e enterrados e cobertos
com uma lâmina de cal.

O Parque Caieira está localizado às margens da Lagoa Saguaçu. Possui uma
área de 1,27 Km². Em seus sítios arqueológicos e oficinas líticas conserva
o patrimônio cultural e a história dos povos sambaquianos. Mantém um amplo
sistema de manguezais e restinga. O nome Caieira faz referência à área de
exploração comercial utilizada para extração e beneficiamento da cal. O
mineral era obtido pela queima das conchas em fornos, as quais eram
retiradas dos sambaquis da região. O parque é aberto para visitação de
terça-feira a domingo, das 8 às 18 horas.

Mais informações com biólogo Daniel pelo telefone (47) 9977-9233.
Ana Keller
Assessoria de Comunicação
Fundação Municipal de Meio Ambiente - Fundema
(47) 3433-2230, ramal 213

25 de fevereiro de 2012

Documentário - O Futuro dos Alimentos

PINGUELA DO CHARLOT

Vereador Osmari Fritz.
Tel: (47) – 2101-3232 ou 2101-3209
Site: www.vereadorosmari.com.br
E. eletronico.osmari@vereadorosmari.com.br
Twitter: twitter.com/osmarifritz Facebook: Osmari Fritz.





O vereador Osmari Fritz (PMDB) formulou pedido de informações para a Prefeitura de Joinville sobre a ponte Charlot. Fritz quer saber se houve adicional (custo extra) depois que a estrutura da ponte foi colocada e depois retirada após detectadas falhas na estabilidade. Fritz quer saber também quem errou no projeto inicial

23 de fevereiro de 2012

Passarela sobre o Rio Cachoeira - Ecologia em Ação - 25/02/2012

Convidado: Engº. Civil Clovis Dobner - Diretor Tecnico da Helpcon LTDA.
Tema: Passarela do rio Cachoeira


TV da Cidade

22 de fevereiro de 2012

RESIDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

RESIDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
Eng. Gert Roland Fischer (*)

A Resolução CONAMA 307 DE 2002, foi um dos mais importantes manuais regulatórios disponibilizados à  sociedade brasileira. O objetivo do Conselho Nacional de Meio ambiente por questões humanitárias pretendeu que os resíduos da construção civil, fossem reutilizados como a mais importante matéria prima para beneficiar as classes marginais da sociedade brasileira.

Para as prefeituras a RC 307 seria a solução para a crônica choradeira da falta de dinheiro publico para obras, reformas e emergências.  Os custos simbólicos dos materiais reciclados possibilitariam dobrar o numero de casas populares construídas; reduzir pela metade o custo do quilometro asfaltado e ampliar o numero de leitos hospitalares utilizando lixo que não é lixo, matéria primas que hoje são criminosamente lançados em terrenos privados, em áreas publicas, nas margens de rios, entupindo drenagens, destruindo e poluindo manguezais e APPs.  

Por que essa Resolução CONAMA 307 de 2002, não consegue ser implantada nos municípios brasileiros?

Entenda como funciona essa máfia.

A compra licitada de brita, pedras, rachões, seixos rolados, areia, ferro, tubos de concreto, meio fio, entre outros, é feita no mercado controlado pelo SINDUSCON. Esse controle hegemônico, coloca prefeitos sem opções, reféns do bando.
Os gigantescos volumes de RCC gerados pelas empreiteiras contratadas pelas prefeituras quando executam obras quebrando pavimentos, calçadas, pátios concretados são todos descartados criminosamente impactando o ambiente natural.
Os projetos MINHA CASA MINHA DESGRAÇA são todos construídos com materiais de terceira qualidade, custando o triplo do que paga o setor da construção privada. São  geralmente  fornecidos por empresas de vereadores e de políticos ou  de “amigos de políticos”, tudo  sem controle de qualidade dos materiais. O resultado é dramático.  Construidos criminosamente e financiadas pelos “cumpanheros” da Caixa, serão ofertados habitações sufocantes, claustrofóbicas e de alto risco físico e sanitário.
As edificações de prédios públicos, antes mesmo de ocupados, apresentam infiltrações, rachaduras. Os contribuintes terão despesas eternas com os mesmos. Proposital ? Sim. É assim que funciona essa pseudo democracia.

A solução é bem simples.
Vereadores comprometidos com o povo, aprovam lei obrigando nos contratos licitados, clausulas obrigando o uso de pelo menos 30% de materiais reciclados da construção civil certificados pela SINDUSCON. Existindo demanda, não faltarão investidores para recuperar, reciclar e reutilizar os resíduos da construção civil.

(*) produtor e apresentador do programa Ecologia em Ação 

19 de fevereiro de 2012

RESIDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL


RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Eng. Gert Roland Fischer (*)

A Resolução CONAMA 307 DE 2002, foi um dos mais importantes manuais regulatórios disponibilizados à  sociedade brasileira. O objetivo do Conselho Nacional de Meio ambiente por questões humanitárias pretendeu que os resíduos da construção civil, fossem reutilizados como a mais importante matéria prima para beneficiar as classes marginais da sociedade brasileira.

Para as prefeituras a RC 307 seria a solução para a crônica choradeira da falta de dinheiro publico para obras, reformas e emergências.  Os custos simbólicos dos materiais reciclados possibilitariam dobrar o numero de casas populares construídas; reduzir pela metade o custo do quilometro asfaltado e ampliar o numero de leitos hospitalares utilizando lixo que não é lixo, matéria primas que hoje são criminosamente lançados em terrenos privados, em áreas publicas, nas margens de rios, entupindo drenagens, destruindo e poluindo manguezais e APPs.  

Por que essa Resolução CONAMA 307 de 2002, não consegue ser implantada nos municípios brasileiros?

Entenda como funciona essa máfia.

A compra licitada de brita, pedras, rachões, seixos rolados, areia, ferro, tubos de concreto, meio fio, entre outros, é feita no mercado controlado pelo SINDUSCON. Esse controle hegemônico, coloca prefeitos sem opções, reféns do bando.
Os gigantescos volumes de RCC gerados pelas empreiteiras contratadas pelas prefeituras quando executam obras quebrando pavimentos, calçadas, pátios concretados são todos descartados criminosamente impactando o ambiente natural.
Os projetos MINHA CASA MINHA DESGRAÇA são todos construídos com materiais de terceira qualidade, custando o triplo do que paga o setor da construção privada. São  geralmente  fornecidos por empresas de vereadores e de políticos ou  de “amigos de políticos”, tudo  sem controle de qualidade dos materiais. O resultado é dramático.  Construidos criminosamente e financiadas pelos “cumpanheros” da Caixa, serão ofertados habitações sufocantes, claustrofóbicas e de alto risco físico e sanitário.
As edificações de prédios públicos, antes mesmo de ocupados, apresentam infiltrações, rachaduras. Os contribuintes terão despesas eternas com os mesmos. Proposital ? Sim. É assim que funciona essa pseudo democracia.

A solução é bem simples.
Vereadores comprometidos com o povo, aprovam lei obrigando nos contratos licitados, clausulas obrigando o uso de pelo menos 30% de materiais reciclados da construção civil certificados pela SINDUSCON. Existindo demanda, não faltarão investidores para recuperar, reciclar e reutilizar os resíduos da construção civil.

(*) produtor e apresentador do programa Ecologia em Ação 

16 de fevereiro de 2012

Gustavo Pereira - Ecologia em Ação - 18/02/2012

Convidado: Gustavo Pereira - Presidente da Associação Viva o Bairro Santo Antônio
Tema: Alagamentos no Bairro Santo Antônio

TV da Cidade

A CORRUÇÃO CRIA CIDADES PERIGOSAS

Mais uma vez acontecem os dramas de verão para com o povo brasileiro . Resultado da corrupção que desgraça esse paizinho explorado pelos banqueiros mundiais que sugam 80% dos impostos que os brasileiros pagam. É evidente que os trilhões de reais que pagamos, não chegam para atender aos flagelados, que outrora pediram aos candidatos, em anos de campanha politica, para construírem um "barraquinho" nas áreas de encosta, nas margens dos rios.... Os planos diretores das cidades brasileira são negociados pelos "donos" das imobiliárias que transformam as cidades em grandes arapucas. São cidades perigosas, principalmente quando acontecem os verões com chuvas concentradas e cada vez mais fortes. As milhares de pontes no Brasil, se não interrompem a drenagem natural, são construídas pelo menor preço e o menor preço significa estreitar os rios, reduzir a passagem das águas. Milhares delas foram construidas estreitas e incompativeis pela passagem das aguas, por que na corrupção, o vencedor da licitação, teve que dividir o valor vencedor, com muita gente dos partidos, vereadores, prefeitos e coronéis políticos. O resultado são pontes estreitíssimas pagas pelos contribuintes sendo arrancadas pelas águas que querem passar.....Até quando a classe media brasileira vai estudar um pouco, ler um pouco e pensar em ajudar a salvar essa terra de ninguém?

15 de fevereiro de 2012

SEM SOMBRA PARA REFRESCAR

A corrida hoje na cidade é por uma sombra para ficar embaixo, uma sombra para deixar o carro, a moto e a cadeira de paraplégico. Esse serviço ambiental de qualidade de vida a CAJ - Cia aguas de Joinville e a AMAE não garantem mais aos cidadãos que sequer podem cortar uma arvore que esta caindo no telhado de sua casa dentro do terreno para o qual paga pesado IPTU; A chamado dos moradores da ANITA BARIBALDI, bem de fronte a BIBLIOTECA PUBLICA MUNICIPAL - antigo territorio italiano dos Boggos, o programa atendendo o chamado, constatou e flagrou crimes ambientais hediondos, comprovando nas imagens que apresento a seguir, que poderão ser utilizadas como provas, bem como meuj depoimento presencial de Eng. Agronomo credenciado no CREA-SC sob n. 001288-4, quando os danos foram propositalmente causados. Todos os operários da empreiteira contratada pela CAJ, cumplices presenciais sem uniformes de identificação, operando veiculos e tratores, todos sem identificação, são os testemunhos dessa barbarie. Assisti contribuintes paralizados diante do escarnio do tratorista de retro, horrorizados para os pagadores de impostos de Joinville. Chamo a atenção para os eleitores que colocaram a atual administração na Prefeitura, que visitem a Anita e demais ruas por onde os predadores e mutiladores de arvores publicas agem impunemente ha semanas e meses. CONVIDO POLICIA AMBIENTAL, MINISTERIO PUBLICO AMBIENTAL ESTADUAL, IPPUJ, SEINFRA, CAMARA DE VEREADORES, MEMBROS DO CONSELHO DA CIDADE, EMISSORAS LIVRES DA COMUNICAÇÃO, VISITAREM TODAS AS RUAS, ONDE OS DANOS CRIMINOSOS CAUSADOS PELOS EMPREGADOS DESSAS EMPREITEIRAS PRATICADOS CONTRA A ARBORIZAÇÃO PUBLICA PARA A QUAL TANTOS CUIDADOS SEMPRE FORAM DISPESNADOS VOLUNTARIAMENTE PELOS MORADORES DESSAS VIAS. DENUNCIO QUE DANOS PIORES E MAIORES FORAM CAUSADOS NA RUA LUIZ DELFINO EM ARVORES PUBLICAS COM MAIS DE 40 ANOS, QUE PERECERÃO DIANTE DA GRAVIDADE DOS FERIMENTOS PROPOSITIAS DESFECHADOS SOBRE OS INDEFESOS FLAMBOYANTs. DEIXO PUBLICAMENTE PARA OS SENHORES PROMOTORES JUDICIAIS DO ESTADO DE SANTA CATARINA, ESSAS IMAGENS E O CONVITE PARA QUE FLAGREM TAIS CRIMES E PROCESSEM OS RESPONSAVEIS EM TODOS OS NIVEIS. Coloco todas as provas que amealhei em imagens - fotos e filmes - a disposição da justiça e dos órgãos ambientais para que fulminantemente fiscalizem essas não conformidades desferidas contra a arborização publica cessem os danos sob pena de cumplicidade. A eventual omissão do poder publico para essa barbarie pela qual passam os contribuintes de Joinville nas vias onde se esta instalando o esgotamento sanitario,caracterizar-se-a como conivencia de acordo com o que preceitua a LEI FEDERAL 9.605 DE 2008. Art. 49 DESTRUIR, DANIFICAR, LESAR OU MATRATAR, POR QUALQUER MODO OU MEIO, PLANTAS DE ORNAMENTAÇÃO DE LOGRADOUROS PBLICOS OU DE PROPRIEDADES PRIVADAS: PENA: DETENÇÃO, DE SEIS MESES A UJM E MULTA. ART. 70 - Considera-se infração administrativa ambiental toda ação ou omissão que viole as regras juridicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do meio ambiente. Paragrafo 1° - São autoridades competentes para lavrar auto de infração ambiental e instaurar processo administrativo os funcionarios de orgãos ambientais integrantes do SISNAMA, deseignados para as atividades de fiscalização,................. Paragrafo 2° - Qualquer pessoa, constando infração ambiental, poderá dirigir representação às autoridades relacionadas ao paragrafo anterior,par aefeito de exercicio de seu poder de policia. Paragrafo 3° - QUALQUER AUTORIDADE QUE TIVER CONHECIMENTO DE INFRAÇÃO AMBIETNAL - É OBRIGADA A PROMOVER A SUA APURAÇÃO IMEDIATA, MEDIANTE PROCESSO ADMINISTRATIVO PROPRIO, SOB PENADE CO-RESPONSABILIDADE. Os internautas que desejarem detalhes da legislação dos crimes ambientais e as penalidades que impões sobre os criminosos, além das apresentadas acima, entrem em contato através do blogger www.ecologiaemacao.com onde as opiniões e indignações poderão ser postadas. Se a comunidade joinvilense que tem compromissos com a qualidade de vida não se mostrar madura para reagir a tamanho e macificado deboche praticado pelos operários, mestres de obras, engenheiros responsáveis das empreiteiras e CAJ, certamente estará se mostrando insencivel, compactuando das atrocidades que se comente o poder publico municipal. Não deixem de assistir: o que fazem seixos rolados sem classificação fechando a rua Timbó e donde vem e quem é o vereador beneficado. Confiram ANONIMO

OBRAS PÚBLICAS




28 DE JANEIRO DE 2012


Obras publicas


Da serie mistérios inexplicáveis


A imagem é de mais uma obra publica parada, mesmo tendo recursos garantidos a obra do CEREST ( Centro de Referencia da Saúde do Trabalhador) parou inexplicavelmente. Não houve por parte do poder publico nenhuma informação oficial que permita saber qual é o motivo que também esta obra esteja parada, nem quem possa ser o responsável pela obra.

Na linha de que o que é ruim a gente não mostra, o poder publico esquece de informar de mais esta obra inacabada que esta se deteriorando e evidencia desperdício de recursos públicos.

O que é o CEREST e para que serve?

Título Conteúdo  Centro de Referência em Saúde do Trabalhador
Os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) promovem ações para melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida do trabalhador por meio da prevenção e vigilância. Existem dois tipos de Cerest: os estaduais e os regionais.

Cabe aos Cerest capacitar a rede de serviços de saúde, apoiar as investigações de maior complexidade, assessorar a realização de convênios de cooperação técnica, subsidiar a formulação de políticas públicas, apoiar a estruturação da assistência de média e alta complexidade para atender aos acidentes de trabalho e agravos contidos na Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho e aos agravos de notificação compulsória citados na Portaria GM/MS nº 777 de 28 de abril de 2004 .

De acordo com a Portaria GM/MS nº 2.437 de 7 de dezembro de 2005 , a equipe de profissionais dos Cerest regionais é composta por pelo menos 4 profissionais de nível médio (sendo 2 auxiliares de enfermagem) e 6 profissionais de nível universitário (sendo 2 médicos e 1 enfermeiro). No caso dos Cerests estaduais, a equipe é integrada por 5 profissionais de nível médio (sendo 2 auxiliares de enfermagem) e 10 profissionais de nível superior (sendo 2 médicos e 1 enfermeiro).

O CEREST de Joinville é de nível regional é esta localizado na Avenida Doutor Paulo Medeiros 200 Centro 89201-210

Coordenadora Ana Aparecida Pereira

(47) 342-3716
            47-34222925      
            (47) 3423-3716      


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