19 de outubro de 2011

PROIBIDO ENTERRAR LIXO DOMESTICO RECICLAVEL


PROIBIDO ENTERRAR LIXO DOMESTICO RECICLAVEL
Gert Roland Fischer (*)


A lei Estadual 15.112/2010 dispõe sobre a proibição de despejo de resíduos sólidos reaproveitáveis e recicláveis em lixões e aterros sanitários.
O artigo 1° determina que fica proibido o despejo de resíduos sólidos reaproveitáveis e recicláveis em lixões a céu aberto e aterros sanitários no Estado de Santa Catarina. Essa legislação abre e incentiva -em todos os níveis da governança – não só recursos a fundo perdido, mas a reutilização, a reciclarem e o reuso de todos os resíduos recicláveis: plásticos, metais e papelão/madeira. Para todos esses preciosos recicláveis existe uma bem montada cadeia comercial que os adquire, reprocessa e comercializa em outras tantas cadeias. O setor está bem organizado para receber todas as montanhas de recicláveis que vão a cada minuto para os mais de 350 lixões e aterros “autorizados” ou “licenciados existentes em SC.
Falta matéria prima oriunda da reciclagem. Faltam governantes que invistam em programas de gestão ética dos resíduos sólidos, conforme preceitua outra lei, a federal de n. 12.305/2010 que obriga também a reciclagem e o reuso de materiais reciclados nos em projetos de investimento municipal e estadual. Há dinheiro aos montes nos ministérios em Brasilia, mas os nossos engenheiros do serviço publico não se dão ao respeito de elaborá-los.
Em Joinville - por exemplo - há uma industria de reaproveitamento gigante, que utiliza PET - Polietilenotereftalato reciclado. A maior parte dessa matéria primca vem semanalmente por dezenas de caminhões dos estados Nordestinos. Enquanto isso, chegam ao aterro sanitário domestico de Joinville, diariamente, misturado com outros resíduos, dezenas de veículos e caçambas com resíduos contaminadas com milhares de vazilhames PET.
Carlito Meers e Eng° Ariel Pizzollatti - isso se entende por falta de gestão e compromisso para com a sustentabilidade. Não me refiro a sustentabilidade que os candidatos a candidatos a prefeito passaram a discursar e apresentar em seus fracos programas de gestão ambiental. Não, o que estou me referindo nesse artigo de opinião, diz respeito a sustentabilidade que se faz, FAZENDO.
--- Sabem vocês leitores quem faz fazendo essa sustentabilidade?
---- São os miseráveis, os marginalizados, os pobres, o pessoal que antes de 2003 fazia parte da base do PT e hoje não recicla mais, por que recebem mais de 10 bolsas que os colocaram na classe media baixa. Não reciclam mais.
Em Joinville temos 5 associações de recicladores organizados pela PMJ de cima para baixo. Não funcionam bem. E para essas agremiações são entregues pela Engepasa Ambiental os reciclados voluntariamente separados pelas famílias joinvilenses que tem a consciência da Sustentabilidade.
Todavia - os “reciclados” que as famílias colocam na noite anterior defronte a s suas casas, ao alvorecer do dia seguinte, é saqueado. Inúmeros veículos alguns com placas dos municípios vizinhos antecedem a coleta seletiva dos Furgões da Engepasa Ambiental. Roubam os reciclados que com tanto compromisso, amor e trabalho social conseguiu juntar essa sociedade de boa fé. Esses ladrões de resíduos recicláveis fazem um bom dinheiro com o trabalho voluntario dos outros. Vendem tudo por bom dinheiro. Depois de escarafunchar nos pacotes, derrubando tudo nas calçadas, selecionam o bem bom do reciclado e deixam o “reciclado ruim” para as nossas cooperativas e associações de catadores.
--Vocês sabem o que significa isso?
--Falta de gestão e uma ética política publica.
-- Falta de compromisso ético com o eleitor e contribuinte.
--- Falta de fiscalização do poder publico.
--- Falta de vontade política para com o contribuinte que paga todos esses salários dessa manada de comissionados.
No artigo 2o da lei estadual n. 15.112/2010 lê-se: A fiscalização ambiental e sanitária será exercida distintamente pelo órgão ambiental estadual, vigilância sanitária estadual e municipal, nas suas esferas de competência e órgãos municipais de meio ambiente.
(*) produtor do programa WWW.ecologiaemacao.com

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