30 de outubro de 2011

Senado aprova fechamento de escritorios do IBAMA para facilitar o desmatamento da Amazônia.

29 Outubro 2011 
Fechados os escritórios do IBAMA criam lacuna de proteção ambiental que municípios não conseguem cobrir. A aprovação pelo Senado Federal do desmantelamento das ações de conservação e proteção do meio ambiente e dos recursos naturais no Brasil, travestida de ordenamento das competências entre União, estados e municípios para licenciamento, fiscalização, proteção e poder de polícia, é inaceitável. À reboque dos senadores Kátia Abreu e Demóstenes Torres - com aval do PT, PSDB, PC do B, PMDB, PSB e de toda a base de partidos governistas - a lei é a 'pá de cal' para a destruição geral da natureza no país, além de ser a senha para a aprovação integral do relatório Aldo Rebelo para alteração do Código Florestal brasileiro. Some-se isso à divisão do IBAMA e fechamento de sucessivos Escritórios Regionais que restaram no país. Um desmonte da política ambiental por meio da sua entrega ao banditismo regional e local do fazer político de destruição ambiental. Agora, com o estrangulamento do IBAMA. Confiram algumas reportagens: 
Fechamento de 4 escritórios no Amazonas: http://acritica.uol.com.br/amazonia 
Fechamento de 5 escritórios em Rondônia: http://www.ariquemesnoticias.com.br 
Fechamento de 5 escritórios em Goiás: http://g1.globo.com/goias 
Fechamento do escritório de Santa Maria - RS:  http://www.claudemirpereira.com.br 
Reação do Ministério Público de Goiás contra o fechamento de um dos escritórios:  http://www.oloaresferreira.com.br 
Nota da Asibama-RJ contra os fechamentos, criticando a intenção da direção do instituto em fechar mais da metade dos escritórios: http://asibamanacional.org.br 
Reportagem sobre uma das várias consequências do desmantelamento do IBAMA: http://www.oecoamazonia.com 
Enfim, o PT desenvolvimentista, a bordo do Governo Federal, transformou a natureza e o IBAMA em pacientes terminais. Lula e Dilma, responsáveis mais que diretos pelo maior crime de lesa-natureza da história mundial! A ditadura socialista-liberal democrática avança no Brasil e na América Latina, para delírio do capital internacional e nacional. Em nome da soberania nacional e do desenvolvimento a qualquer preço, submete-se natureza, povos indígenas e toda a população a meros entraves a serem removidos do caminho desenvolvimentista do país. Só um levante nacional para barrar o teocracismo que 1% da população quer infligir ao Brasil! Às ruas, praças e universidades! Ocupar para não entregar!! * Favor divulgar nas listas socioambientais nacionais e internacionais Nota da Associação Nacional de Procuradores da República Brasília, 28 de outubro de 2011 - A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) vem a público expressar seu apoio à manutenção do poder de polícia do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Por se tratar de uma autarquia federal, este é o órgão mais indicado para restringir ou licenciar as ações do homem na Natureza de forma isenta, idônea e suprapartidária. Há 22 anos à frente da causa ambiental, o IBAMA possui em seu quadro profissionais capacitados para lidar com as delicadas questões inerentes ao desenvolvimento sustentável, além da estrutura patrimonial e de acervo qualificado relacionados ao tema. Delegar para a esfera estadual o poder de multar os empreendimentos em desacordo com as normas brasileiras, conforme dispõe o PCL 01/10 aprovado nesta quinta-feira (27) pelo Senado Federal, é relegar a questão ambiental aos desmandos regionais que ainda assombram a democracia no país. Ademais, muitos órgãos ambientais não detêm estrutura suficiente para atuação, o que deixa a sociedade e a Natureza desprotegidas, em um vazio de fiscalização, justamente em uma área tão sensível e com implicações nacionais e internacionais como o meio ambiente. A ANPR reconhece no IBAMA um dos parceiros prioritários do Ministério Público Federal nas causas ambientais e convida as demais entidades da sociedade civil a se juntarem aos procuradores da República na defesa da preservação do patrimônio ambiental e da proteção dos recursos naturais no Brasil. Brasília, 28 de outubro de 2011 Alexandre Camanho de Assis Presidente da ANPR

27 de outubro de 2011

25 de outubro de 2011

Vídeo Mostra Queimadas nos Últimos 10 anos


Popout

A NASA usou dois satélites (o Terra e o Aqua, lançados em 1999 e 2002, respectivamente) para criar uma animação mostrando as queimadas que o planeta sofreu em vários pontos nesses últimos 10 anos.
Cada ponto vermelho do vídeo é um foco de fogo em alguma floresta, savana e outros biomas espalhados pelo nosso querido planeta. A coleta de dados foi feita graças ao MOIDS (Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer) que fica lá no espaço monitorando ondas de cores emitidas no solo da Terra.
Se você já ficou impressionado com a quantidade de focos no nosso continente, clique aqui para ver o continente africano, responsável por mais de 70% das queimadas do mundo.

Wired via Gmind | Vídeo: NASA


post origninal: http://eco4planet.uol.com.br/blog/2011/10/video-mostra-queimadas-dos-ultimos-10-anos/

19 de outubro de 2011

PROIBIDO ENTERRAR LIXO DOMESTICO RECICLAVEL


PROIBIDO ENTERRAR LIXO DOMESTICO RECICLAVEL
Gert Roland Fischer (*)


A lei Estadual 15.112/2010 dispõe sobre a proibição de despejo de resíduos sólidos reaproveitáveis e recicláveis em lixões e aterros sanitários.
O artigo 1° determina que fica proibido o despejo de resíduos sólidos reaproveitáveis e recicláveis em lixões a céu aberto e aterros sanitários no Estado de Santa Catarina. Essa legislação abre e incentiva -em todos os níveis da governança – não só recursos a fundo perdido, mas a reutilização, a reciclarem e o reuso de todos os resíduos recicláveis: plásticos, metais e papelão/madeira. Para todos esses preciosos recicláveis existe uma bem montada cadeia comercial que os adquire, reprocessa e comercializa em outras tantas cadeias. O setor está bem organizado para receber todas as montanhas de recicláveis que vão a cada minuto para os mais de 350 lixões e aterros “autorizados” ou “licenciados existentes em SC.
Falta matéria prima oriunda da reciclagem. Faltam governantes que invistam em programas de gestão ética dos resíduos sólidos, conforme preceitua outra lei, a federal de n. 12.305/2010 que obriga também a reciclagem e o reuso de materiais reciclados nos em projetos de investimento municipal e estadual. Há dinheiro aos montes nos ministérios em Brasilia, mas os nossos engenheiros do serviço publico não se dão ao respeito de elaborá-los.
Em Joinville - por exemplo - há uma industria de reaproveitamento gigante, que utiliza PET - Polietilenotereftalato reciclado. A maior parte dessa matéria primca vem semanalmente por dezenas de caminhões dos estados Nordestinos. Enquanto isso, chegam ao aterro sanitário domestico de Joinville, diariamente, misturado com outros resíduos, dezenas de veículos e caçambas com resíduos contaminadas com milhares de vazilhames PET.
Carlito Meers e Eng° Ariel Pizzollatti - isso se entende por falta de gestão e compromisso para com a sustentabilidade. Não me refiro a sustentabilidade que os candidatos a candidatos a prefeito passaram a discursar e apresentar em seus fracos programas de gestão ambiental. Não, o que estou me referindo nesse artigo de opinião, diz respeito a sustentabilidade que se faz, FAZENDO.
--- Sabem vocês leitores quem faz fazendo essa sustentabilidade?
---- São os miseráveis, os marginalizados, os pobres, o pessoal que antes de 2003 fazia parte da base do PT e hoje não recicla mais, por que recebem mais de 10 bolsas que os colocaram na classe media baixa. Não reciclam mais.
Em Joinville temos 5 associações de recicladores organizados pela PMJ de cima para baixo. Não funcionam bem. E para essas agremiações são entregues pela Engepasa Ambiental os reciclados voluntariamente separados pelas famílias joinvilenses que tem a consciência da Sustentabilidade.
Todavia - os “reciclados” que as famílias colocam na noite anterior defronte a s suas casas, ao alvorecer do dia seguinte, é saqueado. Inúmeros veículos alguns com placas dos municípios vizinhos antecedem a coleta seletiva dos Furgões da Engepasa Ambiental. Roubam os reciclados que com tanto compromisso, amor e trabalho social conseguiu juntar essa sociedade de boa fé. Esses ladrões de resíduos recicláveis fazem um bom dinheiro com o trabalho voluntario dos outros. Vendem tudo por bom dinheiro. Depois de escarafunchar nos pacotes, derrubando tudo nas calçadas, selecionam o bem bom do reciclado e deixam o “reciclado ruim” para as nossas cooperativas e associações de catadores.
--Vocês sabem o que significa isso?
--Falta de gestão e uma ética política publica.
-- Falta de compromisso ético com o eleitor e contribuinte.
--- Falta de fiscalização do poder publico.
--- Falta de vontade política para com o contribuinte que paga todos esses salários dessa manada de comissionados.
No artigo 2o da lei estadual n. 15.112/2010 lê-se: A fiscalização ambiental e sanitária será exercida distintamente pelo órgão ambiental estadual, vigilância sanitária estadual e municipal, nas suas esferas de competência e órgãos municipais de meio ambiente.
(*) produtor do programa WWW.ecologiaemacao.com

Ministério Público notifica JBS por carne ilegal

Ministério Público notifica JBS por carne ilegal


Portal O Eco 18 de Outubro de 2011

Gustavo Faleiros

http://www.oeco.com.br/noticias/25366-ministerio-publico-notifica-jbs-por-carne-ilegal

O grupo JBS S/A o maior produtor e exportador de carne bovina do mundo recebeu nesta segunda-feira (17) uma notificação do Ministério Público Federal no Mato Grosso pelo descumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em maio de 2010. De acordo com os promotores, o frigorífico continua a comprar gado de fazendas embargadas por crimes ambientais e de propriedades localizadas dentro da Terra Indígena Maraiwatsede

Cruzando dados das guias de transporte animal (GTA) com cadastros do Ibama, o MPF descobriu que entre maio de 2010 a maio de 2011, um total de 2.242 cabeças de gado foram compradas de 13 propriedades embargadas pelo Ibama.

Além disso, 1090 animais foram comprados de 18 propriedades localizadas dentro da Terra indígena Maraiwatsede, na região norte de Mato Grosso. O MPF também identificou 144 bovinos oriundos de uma fazenda que utiliza mão de obra em condições de escravidão.

O frigorífico JBS S/A tem um prazo de dez dias úteis para responder à notificação enviada pelo Ministério Público Federal informando as providências que serão tomadas para a regularização da compra de animais para o abate o cumprimento do TAC assinado.

((o))eco contatou a JBS S/A no telefone da assessoria de imprensa disponibilizado no site da empresa, mas não obteve resposta. Um email foi encaminhado aos assessores e esta nota será atualizada quando a resposta for recebida.

Veja a íntegra do levantamento das informações feito pelo Ministério Público Federal

http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias/noticias-do-site/copy_of_pdfs/jbs_tabela_dados.pdf
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A propaganda enganosa do Greenpeace


Frigoríficos firmam acordo com o Greenpeace postado em 07/10/2009

http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-do-boi/frigorificos-firmam-acordo-com-o-greenpeace-57532n.aspx

"A adoção de medidas conjuntas demonstra a seriedade dos compromissos assumidos pelos frigoríficos e ajuda a evitar a duplicação de esforços, agilizando a adoção de critérios que levem ao fim do desmatamento na produção pecuária brasileira", disse Paulo Adário, diretor da campanha Amazônia do Greenpeace.

Executivos da JBS-Friboi, Bertin, Marfrig e Minerva - as quatro maiores empresas brasileiras de abate e processamento de carne e couro - assinaram na última segunda-feira com a organização não-governamental Greenpeace um compromisso público de não aceitar gado de fornecedores envolvidos com o desmatamento da Amazônia. A reunião aconteceu na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

O discurso afinado entre frigoríficos e o Greenpeace aconteceu cerca de quatro meses depois de a ONG denunciar o setor no relatório "Farra do Boi na Amazônia". O relatório acusava a indústria da pecuária de ser o principal responsável pelo desmatamento no bioma amazônico. No mesmo dia da publicação do relatório, em junho, o Ministério Público entrou com ação pública contra a criação e compra de gado da região. As empresas, aos poucos, assumiram uma a uma o compromisso de não comprar de carne de áreas devastadas e as grandes redes de varejo seguiram o mesmo caminho.

Blairo Maggi, governador do Mato Grosso, estado com o maior rebanho do País, também participou do encontro. O político e produtor rural anunciou que a meta do estado é ter 100% das propriedades rurais cadastradas no programa de licenciamento ambiental no prazo de um ano.

Maggi defendeu que pecuaristas sejam compensados financeiramente pelas áreas do bioma amazônico que deixarão de ser desmatadas para tornar viável o fim da compra de matéria-prima de áreas desmatadas da Amazônia.

Segundo o governador, o Brasil vai propor na Conferência do Clima de Copenhague, em dezembro, que os produtores rurais sejam remunerados por não explorar os 20% de suas propriedades que fazem parte da região amazônica cujo desmatamento é autorizado pela legislação atual.

"Na última reunião do Fórum de Governadores da Amazônia com o presidente Lula e ministros, ficou decidido que essa reivindicação vai para Copenhague. O presidente ainda quer conversar com outros presidentes da Amazônia sul-americana para a apresentação de uma proposta conjunta, mas a posição do Brasil já está tomada", afirmou Maggi.

O governador do Mato Grosso insiste na contrapartida econômica: "Aquele que tem o direito de usar 20% de sua propriedade precisa ter a opção de transformar isso em atividade economia tradicional ou moderna, que é preservar o meio ambiente, mas receber por isso".

Segundo o governo federal, a pecuária ocupa 80% das áreas desmatadas na Amazônia. Os frigoríficos adotaram prazos para o cadastro das fazendas fornecedoras e o monitoramento do desmatamento ao longo da cadeia produtiva.

O Greenpeace deve ajudar na fiscalização, mas o acordo assinado ontem não implica em nenhum tipo de penalidade aos frigoríficos que não cumprirem o compromisso. O acordo prevê ainda que os frigoríficos rejeitem invasão de terras indígenas, trabalho escravo e grilagem, entre outros pontos.

O presidente da Marfrig, Marcos Molina, ressaltou que o pacto representa um passo importante para a cadeia produtiva na adoção de boas práticas de sustentabilidade, atendendo a consumidores estrangeiros e brasileiros.

Já o sócio-diretor da JBS-Friboi, José Batista Junior, destacou que ações conjuntas como esta fortalecem a posição de frigoríficos brasileiros no mercado externo.

"A adoção de medidas conjuntas demonstra a seriedade dos compromissos assumidos pelos frigoríficos e ajuda a evitar a duplicação de esforços, agilizando a adoção de critérios que levem ao fim do desmatamento na produção pecuária brasileira", disse Paulo Adário, diretor da campanha Amazônia do Greenpeace.

Assista a gravação da reunião:
http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-do-boi/frigorificos-firmam-acordo-com-o-greenpeace-57532n.aspx

16 de outubro de 2011

AVENTURAS NO MONTE CRISTA - RELATO

Moro em Florianópolis e combinei de ir ao Monte Crista com alguns amigos da minha cidade natal – Joinville.

Localizada no norte do estado de Santa Catarina, no município de Garuva, esse monte tem 967 metros de altitude e está ligada à cadeia de montanhas do santuário ecológico da Serra do Mar.

Cercada pela Mata Atlântica, é um monte cheio de lendas e estórias incríveis e conta com uma grande escadaria de pedra e monumentos que, acredita-se, serem feitas pelo povo Inca. Esse caminho já foi usado pelos Jesuítas enquanto estavam do nosso estado, no século XVI.

Cheguei em Joinville por volta das dez da noite de quinta-feira. Encontrei meu amigo na rodoviária conforme anteriormente combinado. A idéia era dormirmos e nos levantarmos no meio da manhã para fazer os preparativos da aventura.

Acordamos perto das onze e, seguindo orientação de meu amigo Marcos, resolvemos sair para comprar um saco de dormir. Por inexperiência, tinha trazido um cobertor grosso e uma manta, para usar como forro e para me cobrir; porém além de pesados e extremamente volumosos não garantiriam conforto e nem proteção eficiente contra o frio.

Fomos a um desses grandes supermercados e compramos um saco de dormir de meia estação (R$ 75) e conseguimos emprestado um isolante térmico; imprescindível para quem vai dormir em barraca, principalmente quando a mesma for montada em cima de chão de barro ou grama – durante a noite o solo fica extremamente gelado, ainda mais no nosso caso onde estaríamos acampando em um monte de 100 metros com constantes ventos fortes.

Almoçamos e nos preparamos para sair pontualmente às duas da tarde. Iríamos com mais três pessoas, sendo que outras quatro já estavam lá no local desde quarta à noite.

Quando estávamos prontos para sair, uma amiga que iria conosco ligou avisando que só poderia ir depois das seis da tarde e perguntou se não poderíamos acompanhá-la. Diante do solicitado, fazia parte do nosso cavalheirismo aceitar a convocação, enquanto os outros iriam no horário previsto. Esse fato mudou toda a idéia, porque iríamos chegar no local no começo da noite, subiríamos no escuro e estava ainda com cara que também iria chover.

Conforme combinado, fomos para a rodoviária, compramos as passagens até a balança da polícia rodoviária, a caminho de Garuva e aguardamos a chegada de nossa amiga. Enquanto esperávamos, ela ligou avisando que tinha conseguido carona e nos empenhamos em vender nossas passagens adquiridas, uma vez que não eram aceitas de volta.

Conseguindo vender duas passagens das três que compramos, fomos de carro até o local.

Chegando na balança, atravessamos a BR e entramos na rua caminho do Monte, indicado um grande portal de madeira.

Caminhamos cerca de uma hora até o rio que precisa ser atravessado por uma ponte, que fica no terreno de um morador que possui uma barraca onde pode-se comprar lanches. Esse morador solicita que se faça um cadastro colocando nome, endereço e intenções de permanência no local, assim como telefones para contato de casa e da família. É cobrada uma taxa simbólica de dois reais para realizar a travessia pela ponte.
Seguindo pela ponte caminhando por uma vegetação rasteira e de caminho bem marcado, há outro rio de fácil travessia pelas pedras e depois dele aos poucos vai se entrando na mata mais fechada.

São quase duas horas de caminhada não muito pesada com algumas subidas e faixas de água cortando o caminho, servindo para se encher o cantil. Chegamos a um pequeno platô e seguimos ao primeiro trecho pesado da trilha, o que é chamado de saboneteira. A saboneteira é de travessia pesada, íngreme, que precisa ser executada com cuidado, pois é extremamente úmida e cheia de lama. No momento em que subíamos a mata toda fechada dificultava a visão, mesmo cada um tendo sua lanterna. Começou a chover e a lama aumentou. Conseguíamos enxergar apenas o foco de luz da lanterna, que era apontado sempre para o chão, verificando aonde poderíamos dar o próximo passo. Eram onze e meia quando chegamos ao final da saboneteira, em um grande platô chamado de clareira. Até este ponto, é considerada a metade do caminho, a primeira etapa.

Paramos, comemos e bebemos, permanecendo ali não mais que 20 minutos. Cessou momentaneamente de chover, e a lua cheia apareceu toda maravilhosa no céu. Apesar de muita gente achar besteira, a trilha tem um ar diferente, uma atmosfera estranha. O visual estava lindo.

Seguimos a trilha para a parte mais difícil do trajeto: a escadaria que os Jesuítas utilizavam para realizar o caminho, que muitos acreditam ser ela feita pelos Incas.

Toda irregular, com degraus em desnível, a subida pela escadaria é tortuosa, ainda mais com cerca de 15 kg de peso da mochila. Há trechos onde é necessário usar as mãos de tão íngreme. Por causa do frio, toda parada para descanso não podia ser longa, pois começávamos a tremer. A escadaria é extensa – quando pensávamos que ela iria acabar, íamos para um lado e logo víamos sua continuação. Demoramos duas horas e meia para chegar ao topo e encontramos nossos amigos que foram à tarde. Ao todo foram sete horas e meia de caminhada.

Em cima do monte, estava uma neblina terrível e muito frio. O vento também estava bem forte.

Como troféu dos campeões, armei nossa barraca e troquei minha roupa suja por uma quente e limpa. Tomei um pouco de vodka para esquentar o peito e após 20 minutos de conversa furada e desinteressada, fomos dormir.

A manhã apareceu aos poucos, estava bem nublado e frio. O vento parecia que ia quebrar a barraca (mesmo porque era fraca, de camping).

Ficamos ali durante o dia conhecendo o monte andando pelas trilhas que ficam lá em cima. Há alguns pequenos riachos, onde se pode pegar água para cozinhar e beber.

Passamos mais uma noite e voltamos domingo por volta do meio dia. A volta foi rápida. Eu e o Marcos fizemos em 2 horas e meia e os mais demorados fizeram em três horas.

Chegamos no rio, tomamos banho e trocamos de roupa para voltar à cidade. O único inconveniente é que na beira da estrada, durante duas horas que ficamos, não passou nenhum ônibus. Alguns moradores disseram que tinha, mas o fato é que acabamos pedindo para que o pai de um amigo viesse nos buscar.

Altas aventuras.

AUDIENCIA PUBLICA - MONTE CRISTA - NOVA RESERVA BIOLOGICA

AUDIENCIA PUBLICA

http://www.montecrista.org/Imagens/Galeria.htm

Acontecerá no dia 24 de Outubro na camara de vereadores de Joinville, a partir das 19:00 horas audiencia publica para levantar dados para a criação de uma reserva Natural para a região de turismo ecologicao do MONTE CRISTA.

Estão convidados todos os que fazem o aventurismo, o turismo rural, o turismo ecologico, o turismo de meditaçao e laser.
O PREFEITO DE GARUVA SE FARÁ PRESENTE COM SEU SECRETARIADO LIGADO AO AMBIENTE NATURAL.

Algumas informações sobre a região

O ecossistema da região do MONTE CRISTA representa importancia para a região de Garuva. Grandes propriedades fazem parte dessa região ou seja:


TERRAS DA FUNDIÇÃO TUPY
TERRAS DA CELESC TERRAS DA CISER-HACASA

Existe intensa movimentação de turistas de caminhada para a região. Outros projetos já foram implantados por empresários de outros estados. Acredito que ha sim, a urgência de uma AP, para que se possa ter clareamento da situação em que se encontra a região.

O Governo do Estado deverá ser consultado para oferecer uma relação de proprietarios e de projetos que foram licenciados pelo IBAMA, DNPM, FATMA e Prefeitura de Garuva.
A AP vai auscultar os representantes tecnicos da CELESC: O que se pretende estabelecer com o uso das terras escrituradas em nome da CELESC. O se pensa promover nessasterras.
Os mesmos questionamentos deverão ser apresentados a Fundição Tupy e à Ciser/Hacasa.

Deverá ser evidenciada a importancia cenica, turistica e de preservação para a região rural dos municipios de Joinville e Garuva.
Saber detalhes é necessário para que os que forem voluntariamente fazer presença, possam se preparar para ajudar no evento. Quanto mais informações estiverem disponiveis, maior será a motivação dos prováveis participantes..

O programa Ecologia em Ação convida a todos.

Gert Roland Fischer
Socio fundador da APREMA-SC
Auditor ambiental lider acreditado

13 de outubro de 2011

DIA DO ENGENHEIRO AGRONOMO - 12/10/11

12 de outubro – Dia do Engenheiro Agrônomo

• Gert Roland Fischer

Aproveito a data para fazer algumas considerações sobre a profissão que exerço há 52 anos. No exercício da profissão, derrubei dezenas de mitos e mostrei que esse profissional não precisa necessariamente calçar botas e chapéu.

A bota e chapéu equipamentos de proteção individual – EPIs - são importantes, mas não podem as faculdades de agronomia continuar formando tão somente esse profissional, que se for trabalhar para o produtor familiar ou nos assentamentos do MST, sucumbirá certamente.

As oportunidades são hoje ilimitadas. Estão os agrônomos fazendo parte das diretorias de grandes frigoríficos, são prefeitos, vereadores, deputados, administradores de grandes shoppings, trabalham em gestão ambiental, gestão florestal, na indústria da madeira, em projetos de recuperação de deslizamentos causados pelas mudanças climáticas, na pesquisa, na biotecnologia, em terraplanagem, em jardinagem, na aviação agrícola, no credito rural, no cooperativismo, e muitos outros cenários criados recentemente com demanda crescente e reprimida. Não existem esses profissionais em numero que possa atender ao mercado brasileiro.

Os currículos das faculdades de agronomia devem mudar e radicalmente. Devem preparar agrônomos que saibam contratar operadores de colheitadeiras com cabines de ar condicionado e computadores que planejam por satélite, soltando o adubo, o calcário e as sementes de acordo com as condições edáficas.

As pragas não se combatem mais com venenos que matam principalmente os consumidores de tomates, pimentões, morangos e maçãs. As pragas não são mais pragas, são desequilíbrios provocados por outros engenheiros agrônomos de outras décadas. Os desequilíbrios são remediados por outros insetos predadores de “pragas” A mosca branca do feijão não será mais problemas dentro de dois ou três anos, pois outros tantos pesquisadores engenheiros agrônomos criaram variedades resistentes biotecnologicamente e os pesticidas químicos deixarão de ser o elemento da morte de tudo que é tocado por eles.

Produzimos uvas no nordeste onde jamais se imaginou. Os vinhos do Nordeste brasileiro estão fazendo nome. As safras não são mais orientadas pelas quatro estações climáticas, mas pela irrigação, pela desbrota, pela genética. Aí também há grande carência de engenheiros agrônomos.

Precisamos de engenheiros agrônomos para reduzir as queimadas criminosas que esterilizam o solo brasileiro e fazem o maior churrasco do planeta com os animais nativos que são mortos. Portanto a profissão que há 50 anos atrás era da bota e chapéu, deixou de sê-lo. Hoje temos engenheiros agrônomos em todos os setores da economia.

Deixou de ser a profissão do futuro.

• Gert Roland Fischer é eng°. agrônomo, auditor ambiental líder, produtor de TV, escritor, supervisor ambiental de mega projeto, ambientalista voluntario e cidadão.

CARTA AOS LEITORES DO JORNAL NOTICIAS DO DIA 12/10/2011

Carta dos Leitores

Aproveito a data para fazer algumas considerações sobre a profissão do engenheiro agrônomo. As oportunidades são hoje ilimitadas e estão presentes nas diretorias de grandes frigoríficos, são prefeitos, vereadores, deputados, administradores de grandes shoppings, trabalham em gestão ambiental, gestão florestal, na indústria da madeira, em remediação de catástrofes causadas pelas mudanças climáticas, na pesquisa, na biotecnologia, em terraplanagem, em jardinagem, na aviação agrícola, no credito rural, no cooperativismo, e muitos outros cenários criados recentemente. Todos com demanda crescente e reprimida. Não existem esses profissionais em numero suficiente que possa atender ao mercado brasileiro.
Desejo externar também que os currículos das faculdades de agronomia devem mudar e radicalmente. Devem preparar agrônomos que saibam contratar operadores de colheitadeiras com cabines de ar condicionado e computadores orientados por satélite, soltando o adubo, o calcário e as sementes de acordo com as condições edáficas.

A nova agronomia não mata mais as pragas com venenos que matam principalmente os consumidores de tomates, pimentões, morangos e maçãs. As pragas não são mais pragas, são desequilíbrios provocados por outros engenheiros agrônomos de outras décadas. Os desequilíbrios são remediados por outros insetos predadores de “pragas” A mosca branca do feijão não será mais problemas dentro de dois ou três anos, pois outros tantos pesquisadores engenheiros agrônomos criaram variedades resistentes biotecnologicamente e os pesticidas químicos deixarão de ser o elemento da morte de tudo que é tocado por eles.
Estamos produzindo uvas onde jamais se imaginou. Os vinhos do Nordeste brasileiro estão fazendo nome internacional. As safras não são mais orientadas pelas quatro estações climáticas, mas pela irrigação, pela desbrota, pela genética.

O perfil deste profissional mudou, deixou de ser a profissão do futuro.
Agradeço pela divulgação.

• Gert Roland Fischer é eng°. agrônomo, auditor ambiental líder, produtor de TV, escritor, supervisor ambiental de mega projeto, ambientalista voluntario e cidadão.

Engenheiro Agrônomo - Ecologia em Ação - 15/10/2011

Tema: Engenheiro Agrônomo

TV da Cidade

9 de outubro de 2011

OS TERRAQUEOS JA RECICLARAM MAIS.

E NÃO SEI COMO VOLTAR

O que acontece comigo é que não consigo andar pelo mundo pegando coisas e trocando-as pelo modelo seguinte só por que alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco…


Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos, pendurávamos na corda junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujadas.

E eles, nossos nenês, apenas cresceram e tiveram seus próprios filhos se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Se entregaram, inescrupulosamente, às descartáveis!

Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem os defeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.

Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta.

O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O que acontece é que não consigo trocar os instrumentos musicais uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades.

Guardo os copos descartáveis! Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez.

Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta dos talheres! É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!

E mais! Se comprava para a vida dos que vinham depois! A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até bacias de louça.

E acontece que em nosso, nem tão longo matrimônio, tivemos mais cozinhas do que as que haviam em todo o bairro em minha infância, e trocamos de refrigerador três vezes.

Nos estão incomodando! Eu descobri! Fazem de propósito! Tudo se lasca, se gasta, se oxida, se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar. Nada se arruma. O obsoleto é de fábrica.

Aonde estão os sapateiros fazendo meia-solas dos tênis Nike? Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa? Quem arruma as facas elétricas? o afiador ou o eletricista? Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os talabarteiros?

Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e mais e mais lixo. Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em toda a história da humanidade.

Quem tem menos de 30 anos não vai acreditar: quando eu era pequeno, pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo! Eu juro! E tenho menos de ... anos! Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro, aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII). Não existia o plástico, nem o nylon. A borracha só víamos nas rodas dos autos e, as que não estavam rodando, as queimávamos na Festa de São João. Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais, serviam de adubo ou se queimava..

Desse tempo venho eu. E não que tenha sido melhor.... É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com "guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa", mudar para o "compre e jogue fora que já vem um novo modelo".

Troca-se de carro a cada 3 anos, no máximo, por que, caso contrário, és um pobretão. Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado... E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!! Mas... por amor de Deus!

Minha cabeça não resiste tanto. Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de celular uma vez por semana, como, alémdisto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o endereço real.

E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número, a mesma mulher, a mesma e o mesmo nome (e vá que era um nome para trocar). Me educaram para guardar tudo. Tuuuudo! O que servia e o que não servia. Por que, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir.

Acreditávamos em tudo. Sim, já sei, tivemos um grande problema: nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não. E no afã de guardar (por que éramos de acreditar), guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo, os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.

Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular a poucos meses de o comprar? Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente, não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com que foram conseguidas?

Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas. A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato, a segunda para os talheres e a terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres. E guardávamos...

Como guardávamos!! Tuuuudo!!! Guardávamos as tampinhas dos refrescos!! Como, para quê? Fazíamos limpadores de calçadas, para colocar diante da porta para tirar o barro. Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares. Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa de fim de ano da escola.

Tuuudo guardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar acendedores descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para acendedores descartáveis. E as Gillette – até partidas ao meio – se transformavam em apontadores por todo o tempo escolar. E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de corned-beef, na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.

E as pilhas! As pilhas das primeiras Spica passavam do congelador ao telhado da casa. Por que não sabíamos bem se se devia dar calor ou frio para que durassem um pouco mais. Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil, não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim. As coisas não eram descartáveis. Eram guardáveis.

Os jornais!!! Serviam para tudo: para servir de forro para as botas de borracha, para pôr no piso nos dias de chuva e pôr sobre todas as coisa para enrolar.

Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um pedaço de carne!!! E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para fazer guias de enfeites de natal, e as páginas dos almanaques para fazer quadros, e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse, e os fósforos usados porque podíamos acender uma boca de fogão (Volcán era a marca de um fogão que funcionava com gás de querosene) desde outra que estivesse acesa, e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta, com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia "esta é um 4 de bastos".

As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa e o ganchinho de metal. Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade, para voltar outra vez a ser um prendedor completo.

Eu sei o que nos acontecia: nos custava muito declarar a morte de nossos objetos. Assim como hoje as novas gerações decidem ‘matá-los’ tão-logo aparentem deixar de ser úteis, aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!

E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em base, e nos disseram: ‘Comam o sorvete e depois joguem o copinho fora’, nós dizíamos que sim, mas, imagina que a tirávamos fora!!! As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças. As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones. As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de duvidosa beleza. As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas, as tampas de garrafões em cinzeiros, as primeiras latas de cerveja em porta-lápis e as cortiças esperaram encontrar-se com uma garrafa.

E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores que se descartam e os que preservávamos. Ah!!! Não vou fazer!!!

Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis; também o matrimônio e até a amizade são descartáveis. Mas não cometerei a imprudência de comparar objetos com pessoas.

Me mordo para não falar da identidade que se vai perdendo, da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero. Não vou fazer.

Não vou misturar os temas, não vou dizer que ao eterno tornaram caduco e ao caduco fizeram eterno.

Não vou dizer que aos velhos se declara a morte apenas começam a falhar em suas funções, que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos, que as pessoas a que lhes falta alguma função se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos, com brilhos, com brilhantina no cabelo e glamour.

Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares. Do contrário, se misturariam as coisas, teria que pensar seriamente em entregar à ‘bruxa’, como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros e alguma função nova. Mas, como sou lento para transitar este mundo da reposição e corro o risco de que a ‘bruxa’ me ganhe a mão e seja eu o entregue...

Eduardo Galeano
Jornalista e escritor uruguaio

6 de outubro de 2011

A FIFA EXIGE ANULAÇÃO DE REGULAMENTOS BRASILEIROS

Associados e apoiadores do Idec,

A Fifa acha que está acima das leis brasileiras. O governo não pode aceitar as suas imposições. Segundo o próprio ministro do Esporte, Orlando Silva, “a Fifa solicitou que suspendêssemos o Estatuto do Idoso, o Estatuto do Torcedor e o Código de Defesa do Consumidor".

Isto é um absurdo e nós, torcedores-consumidores, não podemos ficar calados.

A Fifa está usando a sua autoridade para pressionar o governo brasileiro a aceitar as suas exigências. Os absurdos demandados vão desde a possível suspensão da meia entrada até a demarcação de áreas comerciais exclusivas, prejudicando pequenos comerciantes e economias locais. A agilidade nas negociações mostra que o governo quer aprovar rapidamente a Lei Geral da Copa, antes que haja uma revolta geral contra os abusos. Não vamos ficar quietos! Envie uma mensagem agora para a Fifa e para o governo brasileiro:

Copa sem direitos não

Um evento internacional, por maior que seja, não pode justificar o descumprimento da Constituição, a violação de conquistas sociais e a afronta às leis nacionais vigentes. A Lei Geral da Copa omite totalmente os deveres e responsabilidades da Fifa como fornecedor exclusivo dos ingressos, expondo duramente o torcedor-consumidor a abusos de consumo. Veja como seremos prejudicados:


Possível anulação da meia entrada para estudantes e idosos;
Fim da proteção em caso de cancelamento, devolução e reembolso de ingressos;
Ausência de garantias em caso de prejuízos causados ao consumidor;
Cancelamentos ou alterações de datas, horários ou assentos sem aviso prévio;
Liberação da venda casada de ingressos em forma de pacotes - prática comercial abusiva;
Fim do direito de arrependimento da compra do ingresso pela internet;
Criação de áreas exclusivas de exploração comercial da Fifa na cidade;
A Fifa tem um recorde negro do seu legado nos países sede da Copa. Na África do Sul, centenas de milhares de trabalhadores entraram em greve contra abusos trabalhistas. O monopólio comercial impediu que os benefícios dos eventos fossem revertidos para a economia local. E aqui mesmo no Brasil já estamos vendo as violações resultantes das remoções forçadas, com indenizações ínfimas e sem qualquer garantia de moradia. Agora, com a Lei Geral da Copa, a Fifa quer controle total.

Vamos deixar claro que: Copa sem direitos não dá jogo! Envie uma mensagem agora:

Copa sem direitos não

Por todos os torcedores-consumidores,

A equipe do Idec

PS: Se você quer contribuir com a divulgação ou as ações dessa campanha, escreva para:
campanhas@idec.org.br

O que devemos aprender com as crises do licenciamento ambiental

O que devemos aprender com as crises do licenciamento ambiental

Gert Roland Fischer (*)

Em 1979 fui convocado pela ALESC para ajudar a redigir a lei ambiental de SC. Em 15 de outubro de 1980 foi aprovada a Lei 5.793. Em 5 de Junho de 1981, era aprovado o Decreto n. 14.250 que regulava o licenciamento ambiental em SC.
Tanto a operacionalização do licenciamento ambiental em empresas existentes, quanto nas empresas novas, foi um drama vivido pelas primeiras consultorias inexistentes na época. Como pioneiro na aplicação desta nova legislação, inúmeros clientes foram sendo atendidos. Houve até uma grande empresa de SC, que propôs processar a FATMA por que esta a qualificou como potencialmente poluidora e por esse enquadramento, deveria licenciar todas as suas unidades fabris. Daí a ira e o procedimento insano.
O nível de desconhecimento era total. Era como a navegar totalmente no escuro. Mesmo por que a própria Fatma não tinha corpo técnico suficiente para atender a demanda. Também não recebia recursos para ampliá-la e qualificar seus funcionários analistas, fiscais e juristas.
Os presidentes em algumas gestões iniciais, eram meramente indicações político partidárias. Esses estranhos no ninho, mandavam e desmandavam nos técnicos – todos do mais alto gabarito profissional .
O órgão realizou dezenas de convênios, entre os quais o GTZ que atuou na Baia da Babitonga no levantamento de metais pesados. Foram geradas informações importantes e estarrecedoras que pela vez primeira mostraram transparentemente o nível de intoxicação que ocorria no ecossistema Babitonga. Foi um espetacular susto no setor empresarial filiado a ACIJ.
Os anos foram passando e a instituição Fatma foi se aperfeiçoando, criando um bom grupo de profissionais de diversas áreas atuando como analistas, fiscais e procuradores.
Foram instaladas as regionais da Fatma para descentralizar o atendimento. As regionais passaram a ser visadas pelos políticos que nela sempre desejaram colocar seus afilhados políticos, ignorantes como todos eles em áreas tão especializadas. Foi esse o criminoso freio colocado nas gestões profissionais. Atrapalharam programadamente sugando impostos pagos para predar.
Se de um lado o Estado tentava aprimorar o grupo técnico, de outro os partidos políticos - sem qualquer ética e compromisso empregavam seus comparsas e pipoqueiros de campanha em cargos de extrema importância, impedindo a colocação de especialista.
As vezes parávamos para pensar. Qual o objetivo de colocar tantas pessoas leigas como entraves no órgão Maximo do licenciamento ambiental? Seria estratégia dos empresários que não queriam investir em controles ambientais que não traziam dividendos e lucros ? Ou seriam os partidos a mando destes mesmos empreendedores objetivando solapar a boa qualidade dos serviços engessando o órgão?
Com esse perfil que foi se desenhando com o passar dos anos, constatou-se o rebaixamento da imagem e qualidade da FATMA. Com o passar dos anos e aumentando o poder dos comissionados no órgão, sempre provocando confusão, a instituição assim solapada passou a ser refém do Ministério Publico que acionou inúmeros processos motivados por denuncias, por desvios de conduta, formação de quadrilhas, apropriação indevida de recursos públicos entre outros. Nesses períodos a FATMA passou a trabalhar mais para o MP, do que no atendimento dos contribuintes.
Moeda Verde, desvios de conduta em Schroeder, Mafra, Itajai, Canoinhas, Sul do Estado e nas regionais do Oeste catarinense, motivaram constantes manchetes dos jornais e dos noticiários da TV. Parecia uma doença contagiosa que passou a reinar na instituição que perdia a credibilidade.
Chegamos ao século 21 com um órgão desabilitado, enfraquecido, desmoralizado e perdendo a maioria dos excelentes profissionais da mais alta qualificação. A iniciativa privada remunerando melhor absorvia essa inteligência formada.
Com os novos governantes em ação, passados os primeiros meses de governo, nota-se que não existe um real esforço em melhorar o perfil da entidade. Os esforços dos que ainda lutam para melhorar a imagem da Fatma, são infrutíferos.
Os deputados estaduais mais atendem aos financiadores de campanha que o povo de santa Catarina que necessita - diante da rígida e severidade da legislação ambiental, de profissionais a altura e que atendam as demandas de todos os que dela necessitam.
O que fazer ?
As consultorias não conseguem mais concorrer com os amigos dos presidentes, dos deputados e dos governadores. Trata-se de uma luta inglória. A qualidade dos projetos decai a cada nova denuncia de corrupção. Em vez de reduzir o numero de corruptos pelas ações da PF e da Justiça, tal qual um câncer, essas ganges de lobistas - também conhecidos como comissionados, conseguem aprovar projetos mal elaborados em tempo recorde, pela humilhação dos técnicos analistas, e pelas falcatruas montadas contra os éticos, os inteligentes e os probos.
Estamos caminhando para O QUANTO O PIOR, TANTO MELHOR.
Coloco o tema para discussão democrática.

(*) Profissional do licenciamento e auditor ambiental

UMA NOVA FUNDEMA PODEDERÁ SURGIR



UMA NOVA FUNDEMA PODEDERÁ SURGIR

Gert Roland Fischer(*)


O programa Ecologia em Ação do dia 08 de Outubro, apresentado as 18:30 horas do sábado na TV CIDADE e disponível no portal WWW.ecologiaemacao.com, ofereceu informações inéditas vindas do Procurador geral do Município e também Interventor da Fundema - Sr. Naim Tannus.
A agencia municipal de licenciamento ambiental credenciada pelo Consema – Conselho Estadual de Meio Ambiente, de acordo com as informações liberadas constantemente pela mídia e embasadas nos procedimentos judiciais, passou por períodos constrangedores nos últimos meses. Foram tempos difíceis para os empreendedores e contribuintes que encontram na agencia, um verdadeiro balcão de negócios e que atingiram frontalmente os princípios éticos de muitos funcionários e analistas de processos de licenciamento.
A Fundema a – a maior agencia municipal de licenciamento ambiental de SC, com a robusticidade que adquiriu, certamente deverá pelo novo presidente a ser designado, corrigir rumos e mostrar. As sugestões apresentadas abordaram temas como:
• Liberação do Portal eletrônico da FUNDEMA, a principal fonte de informações para os contribuintes que necessitam por lei, se socorrer da agencia de licenciamento para dar andamento a seus projetos, urgências e emergências ambientais. Estão nesse Portal as INs – Instruções normativas - que orientam a forma correta de apresentação dos pedidos de licenciamento ambiental, corte de arvores, denuncias, acompanhamento de processos. Sabe-se que a possibilidade de corrupção diminui pela transparência. O Procurador geral do município se comprometeu ativar - imediatamente o portal da Fundema desativado inexplicavelmente há muitos meses .
• Agilidades nos procedimentos da instituição abordado por Sr. Sergio Dall’ácqua mostrou a falta da mobilidade, a falta de bom senso, a falta de compromisso com políticas pubvlicas de gestão administrativa. Sergio Dall’ácqua – disse que podem e devem ser um dos focos esse novo “modus operandi” da licenciadora oficial. Foi mostrado ao Sr. Naim Tannus da importância dele como procurador geral do Município, discutir novos procedimentos que venham a agilizar processos de licenciamento e renovação de licenças ambientais. Seria o caso de se criar um corpo técnico externo, composto por auditores ambientais preparados em cursos de treinamento pelo órgão licenciador, credenciados, passariam a operar com os contribuintes que desejassem – compulsoriamente - adiantar informações técnicas implementadas na melhoria continua da qualidade ambiental de suas organizações, antecipando fiscalizações que poderiam levar meses e anos para acontecer. Essa agilidade poderá ser implantada facilmente, como há anos, o faz o IAP – Instituto Ambiental do Paraná, aliviando o contribuinte e agilizando democraticamente a gestão da agencia ambiental.
Não tem cabimento imaginar que a Fundema possa atender a todos os que a procuram e que dependem principalmente do corpo técnico de fiscais que liberam através de laudos, as licenças ambientais.
Naim ficou de repassar para o Governo do Município, essas sugestões.
Convido-os a assistir o programa. Participe da cidadania com sugestões para aperfeiçoar os mecanismos públicos de atendimento ético ao contribuinte.

(*) produtor e apresentador do programa Ecologia em Ação na TV Cidade.

Debate situação da FUNDEMA - Ecologia em Ação - 08/10/2011

Tema: Debate situação da FUNDEMA
Convidados: Naim Tannus - Presidente Interino da FUNDEMA e Procurador Geral do município.
Sergio Dall'ácqua - Presidente APREMA - SC

TV da Cidade
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